Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 17/04/2020

O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado na 8° Conferência Nacional de Saúde, em 1988. Segundo Sérgio Arouca, um médico sanitarista e político, “pela primeira vez, mais de cinco mil representantes de todos os segmentos da sociedade civil discutiram um novo  modelo de saúde para o Brasil”. E é com a ajuda desse órgão que o país vem lidando com os, cada vez mais corriqueiros, casos de doenças causadas pelo Aedes Aegypti.

A falta de saneamento básico e de informação nos meios urbanos colaboraram na proliferação das doenças provocadas pelo mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.

Isto é, o Nordeste concentrou, em 2015, 77,2% dos casos de microcefalia no Brasil, doença causada por infecção do vírus. Já em 2020, no início da crise da Covid-19, o país registrou um aumento de 19% nos casos de Dengue em relação ao ano mesmo período do ano anterior, dando sinais dos grandes números de infecções neste ano.

É de conhecimento geral que há tempos que campanhas e palestras sobre os riscos do Aedes Aegypti já não surtem mais efeitos e estão caindo  no esquecimento da população e dos políticos responsáveis, ainda mais se falarmos de lugares onde a informação não chega em larga escala. Consequentemente, cabe ao Ministério da Saúde e a Polícia Ambiental verificar vigorosamente essas áreas, para, por fim, não termos mais graves crises geradas por esse vírus.