Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/04/2020
No ano de 1904, na cidade do Rio de Janeiro, muitas epidemias como a varíola, febre amarela e a peste bubônica atingiram a população, em consequência da falta de saneamento básico da cidade. Para resolver este problema, o governo tornou a vacinação contra essas doenças obrigatória, porém sem antes conscientizar o povo, o que levou à revolta da vacina. Atualmente, o Brasil ainda lida com diversas epidemias, porém devido a má distribuição de informações, e a falta de infraestrutura, e de recursos do nosso país, erradica-las acabou se tornando um grande desafio na saúde pública.
É evidente a importância da informação nos dias atuais, pois nossas ações são profundamente influenciadas pelo conteúdo que consumimos na internet, jornais, revistas e etc. A falta de informação ou o compartilhamento de informações erradas durante um período de epidemia pode colaborar para a propagação da mesma, ao fazer com que as pessoas ajam de forma imprudente, como por exemplo, aquelas que consideram o distanciamento social uma bobagem, não irão ficar em casa, fazendo com que o vírus se espalhe, e ainda irão, possivelmente, influenciar outras pessoas a fazer o mesmo. A irresponsabilidade social e a demora das autoridades de classificar a situação como emergencial diante de tempos de epidemia é o principal fator para que as coisas rapidamente saiam do controle e milhares de vidas sejam perdidas.
Seguidamente, encontra-se o problema de recursos do nosso país, onde, o Brasil não tem hospitais, leitos, equipamentos médicos e profissionais da área da saúde suficientes para conter uma epidemia caso ela tome grandes proporções. Segundo a presidente da Sociedade de Infectologia do DF, Heloisa Muniz, não bastam somente os esforços das autoridades, é necessário que a população incorpore radicalmente as medidas de isolamento social e as práticas de higiene, para assim, evitar que o sistema de saúde brasileiro entre em colapso. Se este cenário ocorresse, os hospitais seriam sobrecarregados, e os recursos do sistema de saúde do Brasil esgotados, com isso, de nada iria adiantar termos dinheiro e plano de saúde se não teremos para onde recorrer quando ficarmos doentes.
Levando-se em consideração os aspectos mencionados, pode-se concluir que a melhor ação sempre é evitar enquanto ainda há tempo, do que, mais tarde, reparar. Em tempos de epidemia as autoridades politicas devem tratar este problema como prioridade, e a mídia deve garantir que todas as informações sobre esse assunto cheguem até as comunidades mais pobres, por meio de telejornais, panfletos, e outros, para que assim, todo mundo se mobilize, como sociedade, e trate com seriedade a situação. Com isso, todos irão fazer o possível para se proteger e evitar a propagação do vírus.