Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 21/04/2020

Com a vinda dos portugueses, teve início o histórico de epidemias no Brasil, dentre elas destaca-se o surto de varíola, que teve grande efeito sobre os índios que não possuíam conhecimento sobre a doença. Infelizmente, a saúde da população ainda se encontra rudimentar, muitas vezes devido a precária estrutura de hospitais, falta de acessibilidade e até mesmo pela irresponsabilidade da população.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), doenças transmitidas pelo Aedes, como dengue, zika, chikungunya, malária e febre amarela, correspondem a 17% de todas as doenças infecciosas do mundo. É notório a existência de fontes para estas calamidades também na própria população, que muitas vezes não atenta-se a saúde, como por exemplo ao ato de deixar água parada, descuidar da higiene pessoal, faltar a exames de rotina e não tomar vacinas, estes são alguns dos fatores que colocam não só o indivíduo em particular, mas outros em risco. Por consequência disso, encontram-se hospitais lotados com enormes filas de espera, onde são desperdiçados recursos em pacientes que poderiam ter evitado suas enfermidades previamente, e em outros casos, pessoas que muitas vezes nem recebem assistência.

É indiscutível que a maioria dos estabelecimentos de saúde pública apresentam-se em péssimas condições, com hospitais deteriorados, falta de materiais de tratamento e remédios necessários. Segundo o doutor Drauzio Varella, o SUS investe cerca de R$ 103 bilhões por anos e atende 75% da população brasileira, enquanto a saúde suplementar que atende apenas 25% investe R$ 90,5 bilhões. Além disso, os poucos recursos que a população dependente do SUS recebe, este é ainda mal distribuído, o que resulta na falta de médicos e vacinas nas regiões afastadas de centros urbanos, e obriga cidadãos a se deslocarem de suas cidades em busca de atendimento.

Tendo em vista os aspectos observados, a saúde pública brasileira mostra-se insuficiente, e cabe ao Ministério da Saúde disponibilizar e irradiar os recursos para o investimento em médicos, materiais, remédios e vacinas. Outrossim, é um dever da população seguir as normas de saúde para que haja a prevenção e também a diminuição do número de epidemias futuramente.