Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/04/2020
Os cadáveres pilhados nas ruas e a reclusão causada pela gripe espanhola mostram como o Brasil já esteve em tempos sombrios envolvendo epidemias e doenças. Por certo, o Brasil não está preparado para lidar com epidemias, a falta de qualificação médica do sistema público, as péssimas condições de vida da população, a precaridade do sistema de saneamento e ineficiência geral do sistema de saúde público, agrava o quadro em crises envolvendo epidemias.
O sistema público não tem médicos com qualificação adequada, muitas faculdades não oferecem o suporte educacional necessário, além disso há uma falta de médicos, conforme dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) e segundo IBGE, existe 1 médico para cada 470 habitantes, isso mostra a ineficácia do nosso sistema de saúde. Enfim temos a população brasileira, as condições de vida do povo são muito precárias, dados do censo demográfico de 2010 revelam que mais de 7 milhões de domicílios não tinham coleta de lixo e quase 10 milhões de domicílios não eram abastecidos por rede geral de distribuição de água, muitos municípios não possuem saneamento básico (71,8% segundo o Censo Demográfico)
Por conseguinte, a falta de água também é um problema, pois a escassez cria a necessidade de armazenamento de água caseira, algo crucial na crise da Dengue, as ações do setor de saúde se encontram limitadas frente as mazelas sociais do país. Contudo, isso é parte do problema, a outra parte é a ineficiência geral do sistema de saúde público, a falta de agilidade do sistema, junto com a má administração criam um quadro horrível para lidar com epidemias, e por isso causa muitas mortes, o despreparo para fazer um atendimento de duas horas, levam muito ao óbito.
No esforço de controlar epidemias e de melhorar o sistema público estão envolvidas todos os profissionais de saúde do país para mobilizar a população a lidar com esse problema, e a crise de microcefalia mostra que é necessário um investimento na melhoria das condições de vida das populações urbanas, já que muitos sofrem com condições básicas.