Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 22/04/2020
É de conhecimento geral que a Constituição promulga a saúde como direito de todos os cidadãos e, como dever do estado, medidas socioeconômicas que visem à redução do risco de doenças em território nacional. No entanto, em relação ao combate às doenças epidêmicas, percebe-se a falha na efetivação do que é garantido pela mesma, visto o aumento dos casos súbitos de epidemias, hodiernamente, no Brasil.
Nessa perspectiva, vale ressaltar as novas manifestações sociais, as quais causam conflitos sociais que necessitam ser amenizados. Conforme o jornal online “BBC News”, em 2013 surgiu o movimento “antivacina” que objetiva evitar a vacinação de recém nascidos contra doenças virais. Desse modo, doenças que foram erradicadas no início do século XX voltam a aparecer, como o caso do Sarampo e da Caxumba, os quais vêm causando sérios problemas à sociedade por conta do seu aumento súbito.
Concomitantemente com a irresponsabilidade do governo, está a falta de informação à população e descaso dos mesmos diante de profilaxias que, na maioria das vezes, são simples e significativas no combate de epidemias. A falta de conhecimento sobre as doenças faz com que as pessoas não conheçam seus riscos e, muitas vezes, só procurem atendimento médico quando os sintomas são extremos, estimulando possíveis variações da doença e um surto da mesma.
Mediante os fatos elencados, surge a necessidade que as doenças epidêmicas cessem no manto social. Em razão disso, o Governo, por intermédio dos Ministérios de Desenvolvimento Social e da Saúde, deve desenvolver oficinas recreativas em praças públicas, com palestras ministradas por médicos e profissionais, com o objetivo de orientar os pais sobre a importância de vacinar suas crianças, visando levar a reflexão e diminuir o movimento antivacina que atinge a massa populacional. Dessa forma, pondo tais medidas em prática, a sociedade poderá ser protagonista de sua própria história de erradicar doenças contagiosas e assegurar o que está descrito na Constituição.