Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 21/04/2020
O Brasil atualmente conta com o SUS, Sistema Único de Saúde, que proporciona o acesso universal a saúde. Contudo, a falta de investimento na área da saúde resulta em um atendimento mediano e pouco garantido. Em um cenário epidêmico, a falta de recursos pode gerar crises fatais no sistema.
Tendo isto em vista, pode-se dizer que a nação tem um grande potencial positivo, mas faltam recursos, tanto na área de saúde quanto na de pesquisas, que por sua vez é uma grande aliada da saúde, pois proporciona o acesso à vacinas, medicamentos, e conhecimentos sobre novas doenças e possíveis epidemias, valendo-se que a ciência e a saúde coniventes.
Ainda assim, segundo a OMS, Organização Mundial da Saúde, o Brasil está preparado para lidar com epidemias, haja vista que a nação demonstrou competência mediante os casos de Zika e Dengue. Porém, os investimentos dos governos anteriores nas áreas de pesquisa e saúde eram maiores, no governo atual o investimento foi apontado como ‘abaixo do ideal’ pelo Conselho Federal de Medicina, estimando que seja apenas 10% do PIB investidos na saúde. Os baixos investimentos demonstram grande descaso com a população e refletem diretamente nos recursos dos hospitais e unidades de pronto atendimento, seja na insuficiência estrutural ou a falta de ferramentas para execução dos serviços básicos, consequentemente fragilizando o serviço público.
Resumidamente, a proposta na qual o SUS foi criado funciona, entretanto, funcionaria com maior excelência se recebesse maiores investimentos, sanando assim, os pontos que fragilizam o desenvolvimento deste serviço, o tornando cada vez mais acessível e eficaz, inclusive contra grande riscos como epidemias.
Em síntese, o potencial brasileiro em áreas como saúde e educação são grandes, e precisam ser priorizados. Sendo assim, cabe ao governo federal realizar maiores investimentos em áreas essenciais, no âmbito da saúde é necessário que seja destinada maior verba para o setor público, para manutenção de aparelhos, melhorias na estrutura, salários e acesso à medicamentos. Tendo em vista o fator prevenção, é necessário que haja maior investimento na área da pesquisa científica, aumentando o acesso à informação e uma maior disponibilização de vacinas e medicamentos, proporcionando então um maior preparo nacional para situações de risco.