Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/04/2020
A saúde pública é um assunto muito discutido no Brasil pela grande falta de recursos básicos. A escassez de atendimento médico causa mais de 150 mil mortes por ano, representando o fraco investimento em seu sistema de saúde.
No final da década de 1970, com o ápice da ditadura militar o assunto sobre Saúde começa a ser abordado em universidades e no movimento sindical. O chamado Movimento da Reforça Sanitária que resultou na criação do Sistema Único de Saúde (SUS), foi reconhecido apenas em 1988 e instituído pela Constituição Federal com o papel de garantir que o Estado promova saúde a toda população brasileira. Contudo, a conquista desse evento Brasil ditadura tem sido omitido e ignorado pelo governo atual.
Desde sua descoberta o país enfrentou muitas doenças, segundo a doutora em História das Ciências e da Saúde, Christiane Cruz de Souza do NTS/IFBA a proliferação de mosquitos e disseminação de febres teria acontecido na colonização. Assim como o atual governo, o Brasil Império reconhecia que com uma epidemia a economia do país seria afetada, já que não haveria cobertura de saúde para todas pessoas. Durante o regime militar, em 1974 a meningite se alastrou pelo Brasil, trazendo 20 mortes diárias em São Paulo no mês de abril para pessoas que até então estavam desavisadas pelo governo que lidava com leitos hospitalares esgotados e a inoperância de redes hospitalares que contribuiu para a morte de centenas de pessoas.
Logo, cabe não somente ao Ministério da Saúde que melhore o sistema de saúde abrindo vagas em hospitais para estudantes de medicina assim atenderem pacientes enquanto praticam, mas a população continue sendo consciente e tome medidas de prevenção que são fornecidas e incentivadas em muitos meios midiáticos e reduzem os riscos de contaminação. Por fim, é preciso também, que a gestão do SUS siga com seu trabalho, mas que se ajuste a atenção dos cuidados da população brasileira com seus gastos direcionados a saúde.