Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 17/04/2020
A Revolta da Vacina ocorrida no Rio de Janeiro no século xx foi um marco para a história da saúde no Brasil, e mostrou que uma sociedade sem informação não é capaz de superar conjunturas que afetam a estrutura social em um todo, como epidemias. Nesse sentido, percebe-se que a falta de ações preventivas, somadas em um contexto de escassa comunicação de dados e esclarecimentos, resulta em um ambiente propício para a proliferação dessa problemática no país. Assim, ao analisar o passado canarinho, entende-se que a configuração desse revés não é hodierna, já que as epidemias são existentes desde séculos anteriores. Nesse sentido, a revolta da vacina se tornou um marco para as políticas de saúde brasileiras, posto que a população do Rio de Janeiro, na qual passava por um surto de varíola, se revoltou contra a governo que impôs a vacinação obrigatória sem prestar grandes esclarecimentos para o cidadãos, e dessa forma, teorias conspiratórias contra a ação provocaram caos na cidade inteira. Dialogando com esse cenário, a máxima do líder indiano Mahatma Gandhi, que diz que para progredir não podemos repetir a história, mas sim criar uma nova, torna-se substancial para o entendimento de que uma nova postura da política pública em torno de tal fatalidade deve ser tomada. Outrossim,medidas de prevenção tornam-se fundamentais para o gerenciamento de tais enfermidades, já que essas atitudes são as principais responsáveis por controlar o número de casos. Como por exemplo, a dengue, que segundo dados do ministério da saúde, poderia ser melhor controlada se houvesse maior cuidado em armazenamentos de água e no trato com o lixo, pois esses são possíveis focos de água parada e por isso proporcionam as condições ideais para a reprodução do mosquito causador da doença. Por ser uma epidemia comum brasileira, a dengue serve de exemplo para a adoção de estratégias políticas na condução de demais surtos epidêmicos. Portanto, o Ministério da saúde em parceria com o MCTIC pode implementar, como forma de prevenção e com o auxílio de verbas governamentais, campanhas de monitoramento periódicos em pontos de vulnerabilidade, onde essas doenças têm mais oportunidade de proliferação. Além disso, o uso da publicidade em redes televisivas e por meio de cartilhas informativas em postos de saúde servirão como instrumento para que a sociedade saiba como se proteger e contribuir individualmente para a resolução dessa problemática, escrevendo uma nova história para a saúde no Brasil.