Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 21/04/2020

Não raramente é possível acompanhar nos  noticiários epidemias capazes de assolar países inteiros, cono a epidemia de cólera no Iêmen a partir de 2016. Para combater crises como esta é fundamental que os órgãos responsáveis ofereçam instrução e tratamento dignos. Ao pensar nisto, são diversos os desafios para um país como o Brasil, socialmente desestruturado e desigual, buscar soluções para este problema.

As epedemias, assim como boa parte das questões de saúde pública no Brasil, são problemas que atingem mais fortemente aqueles que têm poucas condições financeiras e vivem marginalizados. Um exemplo disto é a dengue, contraída por mais de 200 mil pessoas em 2015 e que tem como principal meio de prevenção o extermínio dos pontos de água parada. Enquanto pessoas ricas pagam empregados para que se responsabilizem por esta atividade, uma significativa parcela da população brasileira ainda sequer tem saneamento básico e vive lado a lado com esgotos a céu aberto (cerca de apenas 80% do país contava com rede sanitária em 2010).

Contudo, diferentemente de muitos países, o Estado brasileiro conta com o Sistema Único de Saúde (SUS). Este, apesar das enormes críticas e de alguns desejarem seu fim, faz uma grande diferença na vida da população. Desde o serviço de vigilância sanitária, o qual busca orientar e prevenir o povo contra doenças, até o atendimento gratuito nos postos e hospitais, caso haja infecção. Visto que muitas famílias brasileiras não têm condições de arcar com planos de saúde particulares, o SUS é imprescindível para garantir assistência, ainda que precária, à população.

Ao levar-se em conta que várias das epidemias já acontecidas no Brasil são resultado de más condições de saneamento, para combatê-las é essencial que  os três níveis de governo se unam para garantir que 100% da população tenha acesso a serviços básicos de infraestrutura. Além disto, caberia também à parte da sociedade que já conta com esta estrutura, pressionar os governantes e lutar por um quadro mais equilitário.