Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 21/04/2020
Têm-se registrado ao longo dos séculos grandes surtos de doenças, podendo elas atingirem um nível continental, como a peste bubônica vivida na Europa da Idade Média, ou mundial, tal como o surto de COVID-19. Com a manifestação de diversos casos, as epidemias atingem um estágio de difícil controle. No entanto, as epidemias enfrentadas no Brasil, que normalmente atingem com maior intensidade a população de renda baixa, estão diretamente ligadas a falta de saneamento básico das regiões afetadas e aos hábitos de higiene pessoal.
Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico de 2014, 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada. Já metade da população não tem coleta de esgoto. Com a constante negligência por parte dos poderes responsáveis, essa população sem a devida distribuição de água potável para o consumo, faz uso de métodos alternativos para a obtenção da mesma. Todavia, ações como essas apresentam ameaças iminentes à sua saúde, como a ingestão de água contaminada com protozoários maléficos ao organismo humano.
Diante da falta de um saneamento adequado torna-se também impossível a execução das formas mais básicas de prevenção, como lavar as mãos e higienizar alimentos. Não podendo ser realizadas essas simples medidas, aumentam as possibilidades para o constante crescimento de epidemias, que podem ser controladas com o auxílio de uma devida higienização básica pessoal.
Portanto, é necessário para o controle de epidemias que todos possuam acesso às formas básicas de prevenção, possuindo água potável e tendo conhecimento dos cuidados necessários de higiene. Para que isso ocorra, medidas devem ser tomadas pelos prefeitos de cada cidade, criando um sistema nas zonas desabastecidas com um reservatório de água, providos por poços que supram toda a população necessitada. Uma outra alternativa para o combate de epidemias é a ação de cada município promovendo campanhas com o apoio dos profissionais da saúde com o propósito de instruir a população com a prática correta dos hábitos de higiene pessoal, incentivando-os com os seus influentes benefícios. Sendo assim, com o uso dessas medidas apresentadas, poderia-se alcançar um melhor desempenho no controle de epidemias no Brasil.