Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 21/04/2020
A reforma sanitária brasileira foi um movimento que ocorreu em 1970, influenciada pelas modificações na área da saúde na Itália. Foi a partir desse movimento que se teve a criação do SUS (Sistema Único de Saúde) em 1988, com a ideia de que a saúde é um direito universal. Todavia, com o surto do novo corona vírus, evidenciou-se alguns problemas que devem ser corrigidos nesse sistema, tais como os orçamentos insuficientes e a falta de médicos aptos para atenderem situações de epidemias.
O SUS é um sistema que disponibiliza atendimento médico gratuito para a população, e quem arca com os custos são o Governo Federal, estados e municípios a partir de uma pequena porcentagem do PIB. Sabe-se que o Brasil investe apenas 3,4% do PIB em saúde, enquanto os outros países investem em média 6,5%, quase o dobro do que o nosso país, o que indica a grave falta de investimento na nossa saúde. Que por conseguinte, gera atrasos em cirurgias, falta de equipamentos e medicações dadas pelos Estados para famílias sem condições de compra-las.
A carência de médicos causada pela migração de profissionais para o sistema privado entre outros fatores e até a ocupação de políticos em áreas técnicas são outros grandes problemas do SUS. A necessidade urgente de novos médicos muitas vezes causa a contratação de pessoas sem conhecimento ou capacidade necessária para atender em hospitais. Vale acrescentar também, que os gestores do SUS em cada município, é muitas vezes nomeados por prefeitos, e portanto, os mesmos colocam pessoas de seus partidos mas sem a formação necessária para a área.
Deste modo, fica evidente que nosso sistema de saúde apresenta diversas falhas que podem afetar quando nos tratamos de epidemias. Tais problemas que podem ser corrigidos pelo Ministério da Saúde exigindo do Congresso Nacional mais investimento na saúde pública para que possa se comprar equipamentos e medicamentos, e a contratação de bons médicos. Também seria uma opção, políticos abrirem mão de uma porcentagem de seus salários para investir em seus estados e municípios.