Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 21/04/2020

A pandemia da gripe H1N1 que ocorreu em 2009 impactou o Brasil de forma tão profunda que é possível perceber seus efeitos na saúde pública mesmo agora a mais de uma década, tanto pelos infectados que deixou no cenário mundial quanto as mortes de brasileiros que ocorreram, isso se tornou um empecilho na luta de epidemias atuais, o que é somado a precariedade do sistema hospitalar, que fora de centros populacionais, ocorre a falta de médicos e equipamentos hospitalares adequados.

Das grandes pandemias que afetaram o Brasil, o caso da H1N1 foi certamente a mais marcante para os brasileiros, pois contabilizou um total de 2.146 mortes em somente um ano, totalizando assim 2% de todas as mortes mundiais, este período contou com cerca de 700 milhões de infectados em todos os continentes, provando assim a gravidade da situação que estava ocorrendo naquela data, contudo os esforços de nosso país não foi significativo, pois contrário da realidade que vivemos em 2020, não houve uma quarentena, nem mesmo um limite imposto para minimizar o contato de grandes massas populacionais, o que por consequência facilitou na infecção dos habitantes pelo vírus e que acarretou nas dezenas de mortes, outra conexão que deve ser feita para este período ser marcante é que a  maior parte das informações que era passada ao público era por telejornais, que possuíam caráteres jornalistas e não governamentais, o que influenciou para o relaxamento da população brasileira. Outro ponto que é necessário a atenção é o cenário em que atualmente se encontra os equipamentos e funcionários médicos fora das áreas de aglomeração do país, visto que é seguro dizer que a qualidade de atendimento em estados como São Paulo e Rio Grande do Sul se encontram em ótimas condições, segundo pesquisas do IBGE, contudo Maranhão e Alagoas, os dois piores estados para se viver segundo o censo de IDH de 2017, ainda carecem fortemente da infraestrutura necessária para a administração de uma possível epidemia que oferecesse um risco real para a população, risco este que poderia se tornar mortal dado um vírus que conseguisse se alastrar com facilidade em regiões trópicas atingisse o local.

Tendo em vista tudo isto que foi mencionado, o que é necessário ser feito para o aprimoramento da saúde pública no Brasil seria melhores planos de contingência pelo ministério da saúde, usando a televisão e redes sociais como intuito de informar a população em conjunto com a modernização de hospitais e outras áreas governamentais em estados mais atrasados economicamente, que poderia ser realizado com a ajuda comunitária de outros estados mais avançados sobre este termo específico.