Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 03/05/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra.Tinha uma pedra no meio do caminho”. Os famosos versos do poeta Carlos Drummond de Andrade ilustram de forma metafórica os empecilhos que impedem o estabelecimento de uma nação harmônica e desenvolvida. Análoga a essa premissa, é evidente que os os desafios de enfrentar as epidemias representam uma entrave para o progresso da sociedade brasileira, seja pela negligência governamental, seja pela irresponsabilidade civil. Nesse viés,faz-se necessária a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar esse impasse.
Mormente,é válido ressaltar que o desmazelo do Poder Público corrobora para a persistência do infortúnio.Nessas perspectivas,conforme o filósofo Thomas Hobbes,é dever do Estado garantir o bem-estar da população.Entretanto,esse fato não ocorre no contexto nacional,haja vista a falta de investimentos na criação de políticas públicas que amparem as regiões com maiores índices de epidemias,bem como a garantia de assistência as localidades que enfrentam graves crises hídricas, as quais armazenam água de forma irregular.Desse modo,como resultado dessa deficiência administrativa, o número de casos microcefalia aumentaram em todo território,consequência direta do Zika Vírus, segundo dados do Ministério da Saúde.
Outrossim, também dão subterfúgios ao quadro vigente a negligência da sociedade civil. Nesse âmbito, segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer,os limites do campo da visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca.Dessa forma,a ausência de palestras educacionais nas instituições de ensino contribuem para a imprudência da população,haja vista que a falta de informação acarreta atitudes negligentes como o acúmulo de água. Nesse sentido,tal realidade se reflete nos ínfimos investimentos governamentais em projetos que envolvam as escolas e comunidades.
Portanto, é imprescindível a adoção de medidas atenuantes ao entrave abordado.Sendo assim, concerne ao Governo Federal,em parceria com Organizações não Governamentais, investir em políticas públicas que ofertem auxílios às regiões mais afetavas pelas epidemias, por meio da criação de clínicas móveis que levem agentes de saúde para populações carentes,como também a distribuição de caixas d´água para localidades afetas pela seca, com o objetivo de prevenir doenças.Além disso, o Ministério da Educação deve elaborar projetos que visem o debate entre escola e sociedade sobre as maneiras de evitar a contaminação no local, por intermédio de palestras ministradas por profissionais da saúde. Apenas assim, retirando-se as pedras do meio do caminho, pode-se garantir o desenvolvimento da sociedade brasileira.