Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 04/05/2020
O livro, A Peste, de Albert Camus, produzido em 1947, após a Segunda Guerra Mundial, tem como referência a frase: “A estupidez insiste sempre”. Nessa obra, o autor idealiza um cenário sobrevivência e resiliência do ser humano, as quais são colocadas a prova com a chegada de uma peste, que matou grande parte da população. No cenário atual, o Coronavírus, inicialmente epidemia, é um problema que traz consigo não somente as ideias de Camus, mas também união para lidar com epidemias no Brasil.
Primeiramente, salienta-se que o controle do vírus só é eficaz se houver uma adesão e participação coletiva entre pessoas. Isto é, o empenho gerado reflete em um grande desafio de saúde pública, na medida em que a sociedade mostra-se cada vez mais individualista, como ressalta Émilie Durkhen no seu estudo sobre consciência em comunidade. É notório que com descumprimento da principal forma de proliferação da atual pandemia: distanciamento social, ocasionasse em um crescente número de novos casos e aglomerações em hospitais.
Segundamente, comprovado cientificamente, o hábito de higiene reduz em até 40% o contagio da infecção. Ou seja, apesar de que lavar as mãos com água e sabão seja uma das ferramentas mais funcionais contra o vírus, mais de 35 milhões de brasileiros não tem acesso a essas medidas básicas colocando em risco a saúde de todos. Segundo Platão ̈O importante não é apenas viver, é viver bem ̈, contudo se o processo de combate a pandemia é global, a sociedade precisa estabelecer atitudes de solidariedade.
Por conseguinte, para que a realidade não imite a ficção, é preciso que para lidar com as epidemias no Brasil exista um total auxílio ao próximo, que os indivíduos pratiquem doações por meio de anúncios e propagandas a fim de que sejam doadas para lugares com poucos recursos higiênicos. Ademais, o Governo Federal de maneira extrema conscientize a população através de leis a fim de inibir que futuras epidemias novamente se tornem pandemias. Em vista disso, ̈A estupidez insiste sempre ̈ de Camus, desta vez não venceu.