Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 14/05/2020

Durante a colonização e o Império, poucos foram os avanços no campo medicinal, no Brasil. Nesse período, o acesso à saúde variava de acordo com a classe social. No que tange à contemporaneidade, de acordo com a constituição, teoricamente, todos devem ter acesso a uma saúde pública de qualidade. Nesse esteio, tem-se, apesar da proposta constitucional, uma realidade que diverge da teoria, o SUS -Sistema Único de Saúde- é precário e diversas adversidades, como falta de preocupação governamental e elevado nível de desinformação, ignorância, da população sobre medidas de prevenção e de controle, tornam tal cenário propício ao aparecimento de epidemias. Desse modo, faz-se fundamental a discussão sobre como lidar com epidemias, tendo em vista sua gravidade, mediante sua rápida propagação.

Inicialmente, tendo em vista o papel do Estado como principal responsável pelo sistema saúde pública, pode-se inferir que, para haver um funcionamento eficiente deste, faz-se necessário a devida atenção daquele. Entretanto, cabe citar que há um descaso governamental quanto a preocupação com o SUS. Esse contexto permite uma leitura contraposta à afirmação de Max Weber de a política ser a ética da responsabilidade, já que essa falta de preocupação resulta em um sistema extremamente precário. Torna-se, então, evidente a necessidade de ações do governo, tendo em vista lidar melhor com epidemias, já que essa intensa fragilidade do SUS, torna-o extramente vulnerável ao aparecimento de tais doenças de rápida proliferação.

Outrossim, há um elevado nível de desinformação da população e o desconhecimento de medidas de prevenção e controle também fomentam o aparecimento de tal problemática. Nesse esteio, mediante o amplo alcance populacional das mídias, faz-se fundamental a participação dessas, uma vez que elas comprometem-se para obter licença de funcionamento como orientadoras da população, na disseminação de conteúdos capazes de esclarecera população a respeito de tais medidas.

Portanto, devido à gravidade do tema, medidas fazem-se necessárias. Em primeiro lugar, tendo em vista o pensamento de Weber, o Governo Federal deve investir em políticas públicas capazes de modificar o precário cenário atual, por meio da melhora do sistema de saúde, com o fito de que esse esteja mais preparado para lidar de maneira ágil com epidemias -haja vista a rápida propagação dessas doenças. Além disso, as mídias devem promover campanhas orientadoras, por intermédio de propagandas televisivas que abordem as medidas de prevenção e controle, já que há tal acordo preestabelecido, com a finalidade de cumprir seu papel de orientadora social e de informar a população, reduzindo assim tal ignorância.Desse modo será possível lidar melhor com epidemias.

Outrossim, cabe citar a importância da participação midiática na propagação de conteúdos informativos, tendo em vista que essa comprometesse como orientadora populacional, para obter licença de funcionamento.disseminação