Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 14/05/2020

Em decorrência da ancoragem dos colonizadores portugueses no Brasil, a história do País foi delineada pela ascensão de diversas epidemias. Dessa maneira, pode-se afirmar que o primeiro surto epidêmico relatado, a varíola, no século XVI, dizimou muitos indígenas – devido à falta de anticorpos para a proteção da enfermidade. Paralelamente, o cenário atual vivido pelos brasileiros está atrelado à disseminação de doenças alarmantes. Sob essa ótica, as “erupções enfermas” podem ser explicadas pela carência do saneamento básico e pela difusão insuficiente de informações entre o corpo social.

De fato, a precariedade de investimento no sistema de saneamento básico é um dos principais responsáveis pela proliferação de doenças. Por meio do livro “A Peste”, de Albert Camus, é possível estabelecer uma ideia de como a disseminação de doenças causa fortes catástrofes. Nesse contexto, concebe-se uma relação do panorama abrangido na cidade de “Orlan” - destacado no livro - com a má infraestrutura promovida pelo Brasil. Assim, de modo a evitar o âmbito gerado pela carência de saneamento na cidade fictícia, é necessária a dispersão vasta do investimento estatal nos setores salubres.

Concomitantemente, a partir da fase epidêmica que se enfrenta hoje, o alcance a informações de  qualidade e dispostas pelos especialistas, torna-se um importante aliado para o combate contra o COVID- 19. Dessa forma, é de extrema importância que os brasileiros se informem e sigam as recomendações da Organização Mundial da Saúde. Contudo, muitos não estão cientes, devido à desigualdade dos recursos para acesso informativo, das medidas corretas. Ainda, há aqueles que, apesar de serem privilegiados e obterem base para o embate do vírus, não cumprem com as advertências da OMS. Nessa conjuntura, o enfrentamento da epidemia revela-se complicado, na medida em que uma bolha considerável de políticos também caminha de maneira contrária aos especialistas.

Portanto, nota-se a necessariedade governamental em reagir vinculado as forças estruturais da saúde. É preciso reformas no setor em menção, principalmente a esfera que abarca a periferia, e no saneamento básico para coibir a proliferação de doenças. Além disso, são consideráveis a disponibilização de recursos profiláticos gratuitos e a divulgação informativa mais vasta sobre a sociedade. Mediante a análise abordada, será possível conter os obstáculos causados pelas epidemias no Brasil.