Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 07/05/2020

Na sociedade brasileira, tem sido cada vez maior o número de surtos epidêmicos registrados, os quais são causados, em sua maioria, por doenças vetoriais, fato esse que configura um caos à saúde pública devido a insuficiente destinação de verbas públicas. Essa situação desafiadora encontra relação na insuficiência de investimentos por parte do governo, e na fragilidade cultural da sociedade em obter conhecimento a fim de que haja a devida prevenção evitando assim um aumento no quadro de infectados.

Efetivamente, o Estado brasileiro vem demonstrando flagrante ineficiência quando se trata de previnir a proliferação de doenças causadas por artrópodes, realidade que pode ser atestada pelo Ministério da Saúde, segundo o qual, em 2015 houveram mais de 224 mil notificações de dengue em todo o país. Além disso, vale destacar que apesar de a Constituição de 1988 garantir, em seu artigo 196, a saúde como direito de todos e dever do estado, a efetivação dessa prerrogativa legal tem sido ineficiente no país, visto que ainda são insuficientes a disponibilidade de verbas públicas destinadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e a debilitação de recursos oferecidos à saúde brasileira.

Ademais, devido a ineficiência de informes educativos acerca do tema, nota-se uma fragilidade cultural na busca de informações e no conhecimento sobre medidas a serem tomadas com o intuito de evitar uma reprodução em larga escala de insetos causadores de doenças, como a dengue, zika e chikungunya. Tal cenário requer uma maior atuação social na busca de conhecimento sobre as diversas formas de prevenção, como evitar a proliferação de água parada e fazer o descarte correto do lixo.

Portanto, com o escopo de amenizar o número de surtos epidêmicos no País, e evitar que a saúde pública seja um empecilho para o enfrentamento destas, cabe ao governo uma maior destinação de recursos públicos para a saúde brasileira visando em uma maior satisfação populacional, além de investir em informes educativos com o intuito de promover o conhecimento sobre as doenças causadas por mosquitos, e a devida cautela preventiva. Ademais, é dever das instituições de ensino, principalmente escolas, conclamando o apoio das famílias, a promoção de uma sólida cultura por meio de palestras e diálogos recorrentes, visando a busca de informações e a conscientização sobre as medidas que devem ser tomadas para evitar a proliferação de mosquitos nas residências.