Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 16/05/2020

No Brasil contemporâneo, as epidemias ainda são uma significativa problemática. Isso se deve, sobretudo, ao desconhecimento da população sobre a prevenção de tais surtos, e aos baixos investimentos governamentais, prejudicando de forma considerável o quadro de saúde do país. Em face disso, destaca-se a necessidade de aperfeiçoar a maneira como o brasileiro lida com as epidemias, modificando a realidade atual.

A princípio, convém ressaltar, que apesar dos avanços na saúde pública brasileira nos últimos anos, como o SUS, Sistema Único de Saúde, o país está registrando inúmeros surtos, principalmente de febre amarela, zika, chickugunha, dengue e até mesmo doenças já erradicadas, como o sarampo e a poliomielite. Nesse contexto, pode-se mencionar a ausência de prevenção correta do cidadão brasileiro para com tais patologias, sendo esquecidos os principais métodos contra a propagação dos vírus, como a eliminação da água parada e a vacinação. Esse problema é ocasionado, muitas vezes, pelo desconhecimento da população sobre a gravidade das doenças citadas, dando pouca relevância às estratégias de prevenção, o que estimula as epidemias. Logo, torna-se imprescindível alterar tal situação, melhorando a forma da sociedade lidar com tais surtos.

Ademais, é válido destacar que, segundo a Constituição Federal Brasileira de 1988, a saúde é um direito fundamental do ser humano, sendo responsabilidade do Estado prover as condições necessárias para seu pleno funcionamento. Contudo, os baixos investimentos governamentais são um impasse para a efetivação da Constituição. De acordo com a Organização das Nações Unidas, ONU, apenas 3,8% do PIB brasileiro é destinado à saúde pública do país, resultando em métodos preventivos inconsistentes contra as epidemias, por exemplo o Fumacê, estratégia antiga que possui pouca efetividade contra os mosquitos, além da falta de remédios e vacinas nos hospitais e postos de saúde. Acerca dessa lógica, pode-se observar a precaridade do sistema público de saúde brasileiro, assim como a negligência governamental, sendo rompido o dever do Estado.

Portanto, devido a sua ação deletéria, os desafios na saúde pública, sobremaneira das epidemias, devem ser controlados. Para isso, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, poderia realizar palestras efetivas nas escolas brasileiras, para alunos, familiares e comunidade local, por meio da presença de profissionais da área da saúde, como enfermeiros e médicos, conscientizando a população sobre a gravidade de epidemias virais, dando ênfase na importância da vacinação. Outrossim, o Ministério da Saúde deveria investir em pesquisas para métodos mais efetivos no controle de surtos, mediante a parcerias público-privadas, sendo comprido o dever do Estado.