Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 12/05/2020
Desde a chegada dos portugueses ao território brasileiro, em 1500, a população enfrenta surtos de doenças como a gripe, o sarampo e a varíola, que vitimaram, muitas vezes, sociedades indígenas inteiras devido ao fato de os índios não terem imunidade natural a estes males, responsáveis por afetar grande parte dos indivíduos. Dessa forma, evidencia-se que as epidemias fazem parte da realidade do país desde os seus primeiros momentos, até a atualidade. Portanto, é necessário debater acerca desse assunto, a fim de descobrir maneiras de reduzir os desafios na saúde pública, preparando-a melhor para lidar com as doenças que já existem e as que podem surgir.
Em primeiro lugar, tem-se que em 1988, com intuito de defender a saúde como um direito de todos, foi criado o SUS (Sistema Único de Saúde). Em contrapartida, o sistema encontra-se sobrecarregado, porque os pacientes doentes que chegam aos hospitais poderiam ser tratados em estágio inicial ou até mesmo previnidos, além de existir um grande número de pessoas dependentes da saúde pública e, consequentemente, dos serviços prestados pelo SUS, visto que, segundo a Agência Brasil, quase 70% dos brasileiros não têm plano de saúde particular, recorrendo aos hospitais públicos quando precisam. Logo, é válida a iniciativa da criação de um sistema responsável pela saúde de todo o país, mas é preciso fazer algumas mudanças para que seja mais eficiente.
Por conseguinte, segundo o Estadão, o aumento no número de casos de dengue está relacionado ao armazenamento de água devido à seca. Além do mais, algumas doenças que são comuns no pa´s estão relacionadas à falta de saneamento básico, como limpeza das ruas e tratamento e encanamento de água e esgoto. Mesmo diante da necessidade de maiores cuidados com o ambiente a fim de reduzir essas doenças, principalmente atentar-se aos focos de água parada, tratando-se da dengue, ainda há pessoas que não permitem que a vistoria seja realizada, mas também não se preocupam em manter o local devidamente higienizado, sem possíveis criadouros do mosquito, prejudicando não só as famílias próximas ao local, mas toda a cidade, uma vez que propicia a reprodução do transmissor.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, melhorar o atendimento dos pacientes, levando em consideração as necessidades específicas de cada estado, por meio da criação de órgãos de saúde estaduais, com a mesma estrutura do Sistema Único de Saúde e que estejam ligados à ele, a fim de ser mais eficiente na Unidade da Federação que atuará, ficando disponível para uma maior quantidade de pessoas e descentralizando a gestão, que será dividida por estado. Sendo assim, problemas que envolvessem a gestão do SUS e decisões generalizadas, que por ventura não atendessem os interesses de certos estados brasileiros estariam perto de serem solucionados.