Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 14/05/2020
Epidemias sempre foram uma situação recorrente na história da humanidade. Segundo o médico e pesquisador brasileiro, Eduardo Massad, onde estiver população humana em uma temperatura mínima terá ratos e baratas e, com isso todas as doenças que esses animais proliferam. O pesquisador ainda acrescenta que é impossível erradicar epidemias, o que pode ser feito é tentar lidar com elas. No entanto, com o surgimento de grandes epidemias surge a dificuldade de conscientizar toda população- que muitas vezes age com negligencia- a seguir todos os cuidados necessários para o controle da doença em questão, além do mais, o Sistema Único de Saúde (SUS) vem, cada vez mais, enfrentando problemas para fornecer aos brasileiros um sistema igualitário e de qualidade.
É primordial ressaltar que, a parcela da população que não tem informações adequadas sobre a doença, ou apresenta certa negligencia em relação as precauções faz com que a proliferação seja ainda maior e as epidemias ainda mais séria. Na história do Brasil, temos como exemplo a vacinação contra a varíola, que foi introduzida no Brasil no início do século 19. Mas havia imensas dificuldades técnicas e operacionais para realizá-la de modo efetivo. Com a criação do Instituto Vacínico no Rio de Janeiro, em 1887, a vacina pôde ser produzida em escala e aplicada mais amplamente. Mas a população também não contribuía muito. Em 1904, Oswaldo Cruz tomou medidas para impor a vacinação obrigatória, o que provocou forte reação popular, conhecida como a Revolta da Vacina.
Paralelo a isso, A saúde é direito de todos e dever do Estado. É o que prevê a Constituição Brasileira, que, dispõe que esse direito é garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. O Sistema Único de Saúde (SUS), criado em 1988, funciona, em situações normais, com excelência porem, em situações pandêmicas a superlotação dos hospitais, que consiste em uma situação em que a necessidade identificada de serviços de emergência supera os recursos disponíveis na unidade de saúde faz com que se torne impossível atender a toda a todos, afinal, 70% da população Brasileira tem o SUS como único recurso.
Diante dessa problemática, contata-se que para que o Brasil esteja preparado para futuras epidemias, é preciso que o governo, juntamente com as escolar realizem campanhas e palestras com o objetivo de conscientizar a população sobre a de cuidados específicos durante casos de epidemias. Em conseguinte, a mídia pode divulgar através de suas inúmeras plataformas o máximo de informação em épocas de epidemias, para que, assim, o país consiga lidar com essa situação de forma exemplar, causando os menores danos possíveis.