Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 30/05/2020

A chegada dos portugueses ao Brasil foi marcada por surtos de doenças entre os indígenas, que eram imunologicamente desprotegidos e não sabiam combater as novas enfermidades. Da mesma forma, apesar dos avanços na saúde pública e da criação do SUS, a atual sociedade brasileira enfrenta problemas no gerenciamento de epidemias no país, intensificadas pelo precário sistema de saúde e da negligencia estatal, o que reflete nas limitações dos centros hospitalares e nos tristes números de óbitos. Acerca dessa lógica, faz-se necessário ações do poder público para minimizar tal impasse.

Primordialmente, o precário sistema de saúde repercute na falta de equipamentos e infraestrutura inadequada para lidar com epidemias, o que dificulta ainda mais o tratamento e inviabiliza vários procedimentos. Nesse viés, segundo um estudo do jornal cientifico “The Lencet”, 153 mil brasileiros morrem anualmente por causa do fragilizado sistema de saúde, o que demonstra a gravidade dessa crise de saúde pública. Desse modo, é inadmissível, que um país detentor de tamanha notoriedade mundial com o Sistema Único de Saúde, ainda seja tão omisso nos investimentos em saúde.

Além disso, a negligencia do Estado agrava a disseminação e atrasa a contenção dos surtos, tornando o processo mais longo e consequentemente mais agressivos. Nessa perspectiva, de acordo com um relatório lançado pela OMS sobre treze itens com os principais desafios de saúde pública da próxima década, entre eles o preparo e a prevenção de epidemias, percebe-se então a necessidade de políticas públicas para a capacitação e organização dos sistemas de saúde. Logo, torna-se evidente a necessidade de medidas que transformem essa realidade.

Dessarte, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde, deve investir em políticas públicas de investimento, por meio de projetos de leis que promovam melhorias em todos os setores de saúde, com a capacitação dos profissionais e ampliação da infraestrutura para viabilizar os mais diversos procedimentos e atender o maior número de pacientes. Além de fornecer equipamentos para o pleno funcionamento das unidades através de instrumentos fabricados por universidades com o financiamento e suporte do Estado. Espera-se, com isso, uma menor sobrecargas das unidades hospitalares e um melhor atendimento à população brasileira.