Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 12/05/2020

Na conjuntura contemporânea, diante da realidade da epidemia do covid-19, por exemplo, é evidente que, para diminuir a disseminação de uma doença, não bastam apenas esforços governamentais, mas também populacionais.Tal fato se torna um problema quando o país não tem um sistema de saúde preventiva bem estruturado e não possui punições previstas no código penal para aqueles que, de alguma forma, cooperam para a propagação das doenças.Nesse sentido, fazem-se necessárias medidas para amenizar os problemas na saúde pública brasileira. Observa-se, a princípio, a ausência de um sistema de saúde preventiva estruturado como um fator debilitante para essa área.Segundo a   Organização Mundial de Saúde, doenças como a malária e a dengue poderiam ser evitadas por medidas advindas da população, contudo, para que isso ocorra é preciso que exista uma conscientização e instrução dos indivíduos. Tal ação é praticada pela saúde preventiva e países, a exemplo do Brasil, que não possuem esse ramo bem estruturado perdem um aliado poderoso: a sociedade. Isso aumenta os gastos públicos no combate e tratamento dessas doenças e colabora para a eclosão de epidemias no país.Desse modo, evidencia-se a necessidade de medidas para melhorar esse ramo da saúde, a fim de melhor lidar com as epidemias no país.

Outrossim, tem-se a falta de sanções para os indivíduos que adotam práticas em relação a pandemias que colocam em risco o coletivo. Nota-se, por exemplo, no panorama da pandemia do covid-19 que boa parte da população não respeita o isolamento social, ação que coloca em risco o restante da população. Diante disso, punições começaram a ser impostas, mas em casos como na prevenção da dengue no cuidado com o acúmulo de água em suas casas os indivíduos não são punidos e por isso uma maioria não dá a atenção necessária.

Dado o exposto, fica evidente a imprescindibilidade de medidas para atenuar os desafios ao combate de epidemias no Brasil.Logo, cabe ao Governo investir mais na saúde preventiva.Ação essa que deve ser feita por meio de uma valorização dos profissionais desse ramo e de um destino maior de verbas para que esses possam atuar nos diferentes espaços do território promovendo para a população acesso à informação, com o objetivo de gerar uma sociedade consciente e que age ativamente no combate e prevenção de epidemias.Ademais, é papel do legislativo estudar formas de punir os cidadãos que de maneira intencional não tomarem os devidos cuidados para evitar a propagação e existência de epidemias.