Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 14/05/2020

Desde o surgimento da espécie humana o homem vem lidando com doenças avassaladoras e epidemias diversas. Elas podem servir tanto como impulsionadoras da evolução de uma espécie quanto o motivo de sua decadência. Tétano, AIDS, cólera, dengue e gripe são apenas algumas das epidemias que já atacaram, ou ainda atacam, não apenas o mundo como também o Brasil. Biologicamente, as origens e as soluções para curar ou controlar essas doenças são diversas portanto, se a administração do país em tempos de surtos não se dá de forma organizada ou planejada, o Brasil nunca estará pronto para lidar com os desafios que são tragos por meio desse quadro.

Constata-se que, uma das principais preocupações quando uma epidemia emerge no país é com a capacidade da rede de saúde de atender a todos os infectados. Em muito dos casos de epidemias no Brasil, sobretudo em casos de doenças de rápida disseminação, nota-se que o Sistema Único de Saúde (SUS) apesar de defender o pilar da saúde como direito de todos, não é capaz de atender a todos, devido a precariedade estrutural e financeira dos hospitais e postos médicos.Tal cenário pode ser comumente visto no decorrer da pandemia do novo coronavírus que superlotou os hospitais do país e do mundo. Em São Paulo, por exemplo, a ocupação de leitos alcançou 90% em menos de três meses após o primeiro caso registrado tanto no estado, quanto no país.

Cabe reconhecer, no entanto, que epidemias ajudam a destacar, bem como intensificar, além dos problemas estruturais e de organização citados anteriormente, falhas nos meios sanitário, econômico, administrativos e social. É muito comum que sejam evidenciados nessas situações de pestilência, a  dificuldade do acesso à informação e a grande circulação de notícias e informações falsas, assim como a falta de conscientização e leis que ensinam aos cidadãos como se prevenir e agir corretamente, contribuindo para a afloração de inúmeros problemas com patologias características, inclusive, de países subdesenvolvidos, como dengue, leptospirose, e até as que já haviam sido erradicadas, como febre amarela e sarampo.

Diante dessa problemática, consta-se que, para que o país seja capaz de enfrentar epidemias é preciso ainda muitas reformas no âmbito, essencialmente, da saúde. Todavia, a solução não está apenas em fazer pesquisas e crias remédios e vacinas. Assim como defende o médico epidemiologista Eduardo Massad, a maioria dos problemas, inclusive os relacionados a surtos de doenças, podem ser solucionados através da educação. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde orientar e habilitar a população por meio de campanhas e programas educativos a fim de prepará-la para cenários de epidemias evitando que o número de infectados e os gastos na rede de saúde diminuam.