Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 29/05/2020

No século XX,pós – Segunda Guerra Mundial,foi fundada a Organização das Nações Unidas,a qual mediante uma carta de fundação estabeleceu não só obrigações decorrentes de tratados,como também, entre os pilares fundamentais, o objetivo de promover o progresso de uma sociedade inclusiva e sustentável. No entanto,o Brasil,como membro dessa Instituição,hodiernamente,ainda sofre com as mazelas advindas do contexto histórico,como,os desafios da saúde pública relacionado à epidemias. Isso posto,a situação torna-se intrínseca na corporação haja vista a falta de empatia social, bem como a ineficiência das políticas públicas. Destarte, é incontrovertível solucionar os óbices em questão.

Convém salientar,em primeiro plano,que o impasse advém da mentalidade apática no âmbito social contemporâneo. Nesse viés,José Saramago,em sua obra “Ensaio Sobre a Cegueira”,explícita,em metáforas,um corpo civil que se tornou, alienado e indiferente ao próximo mediante aos paradoxos que permeiam a conjuntura hodierna. Tal temática,transfigura-se na perspectiva literária e expõe vínculo com o cenário capitalista e de ascensão individual,no que se concerne,à exiguidade da conscientização dos cidadãos para com as pessoas,que podem contrair doenças por atitudes de membros que não pensam no próximo. Consequentemente,ocorre o aumento do número de mortes devido às epidemias.

Subsequente,é imprescindível ressaltar,ainda, a supressão de deliberações governamentais com o intuito de fenecer o óbice.Dessa forma,em 2015,as negociações internacionais que culminaram na adoção dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS),elucidaram no plano de metas da Agenda 2030,o objetivo três,que visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos,em todas as idades,expondo,contudo,contrariedade com a realidade corrente,visto que se permeia a ineficácia de fiscalizações quanto às melhorias da saúde pública. Por conseguinte,referidas ações ocasionam o crescimento de cidadãos contraindo as doenças epidêmicas.

Depreende-se,portanto,a necessidade de se combater os desafios da saúde pública relacionado às epidemias. Desse modo,as escolas,em conjunto com a mídia,como preceptoras de opinião,devem promover a conscientização quanto ao bem-estar do próximo,por intermédio da disseminação de campanhas informativas,como também a elaboração de oficinas que suscitem a solidariedade dos cidadãos,com o objetivo de aumentar a empatia social. Concomitantemente,o Governo,coadjuvante às instituições privadas,como detentores de recursos,deve instigar melhorias na saúde,por meio de investimentos majoritários em uma fiscalização perdurável,além da ampliação de fundos monetários, objetivando que a diligência preventiva vigore de modo eficaz. Em suma,a consumação das providências interventivas é improrrogável para a garantia das diretrizes instituídas pela ONU.