Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 14/05/2020
A saúde pública consiste no emprego de tecnologias e políticas que visam um tratamento adequado à população, a prevenção de doenças e o controle de epidemias. No Brasil, desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988, a saúde pública obteve incontáveis avanços, porém o baixo investimento na área pública da saúde e a precariedade saneamento básico, principalmente em áreas periféricas, se tornaram impedimentos ao lidar com possíveis epidemias. Dessa forma, medidas são imprescindíveis para mitigar esse óbice.
Em primeira análise, é notório o descaso do governo federal em relação ao SUS, apesar de que 70% da população depende exclusivamente dele, segundo pesquisa do SPC Brasil. Segundo dados de 2019 retirados do IBGE, apenas menos que 4% do PIB brasileiro foi destinado ao SUS enquanto quase 7% foi às redes privadas de saúde. Essa falta de investimentos gera a instabilidade do sistema de saúde, onde não há verbas para construir novos leitos, comprar equipamentos ou contratar profissionais, deixando várias pessoas sem o atendimento adequado, lotando os hospitais e possibilitando a contaminação por contato e assim, em vez de conter epidemias, pode ajudar a propagar e agravar a sua transmissão.
Somado a isso, a falta de saneamento básico, principalmente em áreas periféricas, contribui para a disseminação de doenças. No ano de 2017 o IBGE apontou que cerca de 30% dos municípios havia apresentado epidemias relacionadas a esse problema, lugares marginalizados são exageradamente ignorados pelo governo e pelo restante da população ao ponto de serviços essenciais lhes serem negados . A falta do tratamento de água, do recolhimento do lixo, a presença de esgoto a céu aberto entre outros serviços negligenciados à essas minorias fazem com que as regiões marginalizadas se tornem foco dos surtos de doenças, e por serem “esquecidas” muitas vezes não conseguem tratamento necessário caso contraiam alguma doença, colocando nao só a si, como as pessoas ao redor em risco.
Depreende-se, portanto, que ações sejam efetivadas para escassear esses conflitos. O governo federal precisa aplicar verbas para a saúde, construindo com esse dinheiro um ambiente propício para a população, aplicar também na educação, capacitando novos profissionais competentes com o objetivo de proporcionar uma saúde de qualidade à todas as parcelas da sociedade. Os prefeitos das cidades brasileiras também tem responsabilidade sobre a saúde dos habitantes, os gestores municipais devem realizar obras para que todos tenham acesso a questões básicas de higiene como uma distribuição de água tratada e redes de esgoto bem estruturadas visando o bem estar da população e, consequentemente, sua saúde, tornando mais simples agir em casos de epidemias.