Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 13/05/2020
A irresponsabilidade humana promoveu inúmeros surtos epidêmicos durante a história. No século XIV, milhares de pessoas morreram devido a Peste Bubônica, causada pela falta de higiene nas ruas europeias, e, hoje, o desmatamento e a falta de atenção dos governantes ainda faz com que aconteça muitas mortes por doenças infecciosas.
O desmatamento é, atualmente, um dos maiores desafios da humanidade. Além de comprometer a biodiversidade e gerar o aquecimento global, faz com que espécies transmissoras de doenças migrem para os centros urbanos, como o “Aedes aegypti”, vetor da dengue, febre amarela, microcefalia, zika e chikungunya. A grande dificuldade no extermínio, é a acomodação da população com o mosquito, descuidando e deixando água empossada, onde grandes criadouros da larva do Aedes aegypti vão se proliferar, e, no Brasil, essas doenças estão apresentando grande frequência.
Ademais, o descaso das autoridades em relação ao saneamento básico, facilita a contaminação da água e dos alimentos. De acordo com o Instituto Trata Brasil, quase metade da população, 48% ou mais de 100 milhões de pessoas, não tem seus rejeitos domésticos coletados, podendo gerar diarreia, febre tifóide, cólera, leptospirose entre muitas outras. Além de tudo, as instruções do Ministério da Saúde, no que diz respeito às medidas de prevenção, não são seguidas corretamente, assim, a saúde pública no Brasil se torna precária.
Portanto, cabe ao Governo, investir no sistema de saneamento básico juntamente com campanhas de conscientização. As famílias e as escolas, na posição de responsável pela conduta ética dos indivíduos, deve promover reuniões familiares, debates e palestras. Desse modo, surtos ficarão para trás.