Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 15/05/2020
A Constituição Federal de 1988 instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS), que tem sua origem no movimento conhecido como Revolução Sanitária como política pública objetivando a democratização do direito à saúde. Muitas enfermidades foram trazidas pelos colonos, a exemplo a varíola e a febre amarela, e, efetivamente, provocaram epidemias no País. Neste contexto, a desigualdade social e falta de informação populacional atuam como intensificadoras da problemática e reforçam a necessidade do SUS.
Primeiramente, é necessário entender o chamado “darwinismo social”, teoria de Herbert Spencer impulsionada pela Revolução Industrial, que explica a tentativa de uma pseudociência a provar a existência de uma etnia superior, tese racista e discriminatória que sugere que a massa negra e pobre seria intelectualmente incapacitada e formada por criminosos e que tenderiam a se reproduzir. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o rendimento médio mensal de trabalho da população 1% mais rica foi quase 34 vezes maior que da metade mais pobre em 2018 e isso expõe de forma nítida a direta influência da Revolução Industrial e da Segunda Guerra Mundial em consonância com a eugenia pregada por Hitler na atual sociedade.
Desta forma, a maior parte da população se encontra desprivilegiada e mais propensa a contaminação devido às aglomerações nas periferias, sistema de saneamento básico nas do Brasil, por exemplo, da água e dos alimentos e, efetivamente, acarreta uma ampla disseminação de enfermidades pelo vasto território do país, visto que 48% de indivíduos não possui coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil. Em um cenário em que falta saneamento básico à população, educação e informação são fatores mais ausentes ainda na realidade brasileira, especialmente quando se tem o poder executivo ocupado por alguém irresponsável que incita a população a contrariar decisões da OMS (Organização Mundial de Saúde), convidá-los para manifestações em tempos de uma epidemia extremamente contagiosa que é o COVID-19 e dissemina notícias falsas nas redes sociais. O presidente Jair Bolsonaro incitou o fim da quarentena e levou vários de seus apoiadores as ruas arriscando suas vidas, e foi advertido pelo Instagram pelo compartilhamento de “fake news”.
Cumpre ao Governo Federal investir no saneamento básico do Brasil, fazendo cortes aos privilégios militares e desta maneira conseguindo fonte monetária. Cabe ao Ministério de Saúde e Educação exercerem campanhas de conscientização através de ferramentas midiáticas para garantir com que a população siga as ordens da OMS, e particularmente ao Ministério da Saúde a intensificar o serviço do SUS com foco e comunidades e áreas mais carentes.
0