Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 14/05/2020

A Constituição Federal de 1988 instituiu o Sistema Único de Saúde com o objetivo de oferecer um tratamento digno à população. Esse fato foi importante para os indivíduos, em especial os de baixa renda, pois representou o acesso à tratamentos de saúde de forma gratuita. No entanto, o SUS nunca foi efetivo, por sua baixa eficácia e sua demora nos agendamentos dos procedimentos.

A iniciativa de oferecer um sistema de saúde gratuito foi positiva, porque em um país de terceiro mundo, onde a carência na área da saúde é imensa, qualquer forma de facilitar o acesso à tratamentos de saúde é válida. A União Federal, juntamente com os Estados e os Municípios são encarregados de administrar esse recurso.

Porém, essa administração é falha em diversos quesitos, como na distribuição e fiscalização de verbas, o que gera falhas de segurança e possibilita desvios de dinheiro. É comum a mídia publicar com frequência diversos casos de pessoas que morreram esperando por tratamento, além de equipamentos e insumos comprados e desviados de suas finalidades e falta de profissionais qualificados. Analisando as fragilidades do SUS, que em tempos normais já possui diversos problemas para atender a população, em tempos de epidemia, essa situação fica fora do controle. As epidemias aumentam a sobrecarga do sistema, que já é ineficiente. No Brasil, as epidemias geram um caos, pois as pessoas morrem desassistidas, nos corredores dos hospitais.

Sendo assim, é urgente que o governo cuide do SUS de forma responsável, visando o bem estar da população. Isso só será possível se houver um investimento em administração e fiscalização dos recursos públicos, bem como investimentos em campanhas educativas, alertando a população sobre como se prevenir e se cuidar diante de períodos de epidemia.