Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 14/05/2020
É fato que existem dificuldades na saúde pública quanto ao enfrentamento de epidemias no Brasil. Nesse sentido, são necessárias discussões acerca dos problemas que persistem seja pela pouca eficiência pública na prevenção de enfermidades, seja pela baixa infraestrutura e falta de hospitais e pronto-atendimentos. Portanto, ações devem ser tomadas com o intuito de atenuar os desafios existentes.
Diante desse cenário, observa-se que órgãos públicos atuam de forma ineficiente na conscientização, prevenção e fiscalização dos problemas sociais na área da saúde. Como exemplo, pode-se citar a epidemia de dengue do ano de 2015. Foram registrados mais de 1,6 milhão de casos da doença, segundo o Ministério da Saúde, que poderiam ter sido amenizados com um maior número de medidas preventivas. Além disso, mesmo com orientações, parte da população não segue corretamente as instruções apresentadas pelo Governo Federal, o que prejudica o combate às doenças.
Ademais, o investimento reduzido em recursos específicos da saúde contribui para cenas de superlotação em hospitais e prontos-socorros, grande espera em filas do Sistema Único de Saúde (SUS) e locais com baixa infraestrutura para atendimentos. Desse modo, a população não recebe assistência adequada e, consequentemente, a propagação de doenças ocorre de forma mais rápida e em grande escala, tornando-se necessário a exigência de seus direitos garantidos pela Constituição Federal que afirma que a saúde é direito de todos e dever do Estado.
Mediante o exposto, cabe ao Estado deliberar políticas de solução e prevenção, por meio de campanhas sociais no intuito de instruir a população sobre medidas sanitárias e de precaução da disseminação de doenças para que haja menor contaminação. Outrossim, compete também ao Estado a abertura de mais alas de saúde pública, maior contratação de profissionais da área e a instalação de equipamentos necessários, com o objetivo de minimizar os desafios apresentados.