Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 15/05/2020

Por epidemia considera-se a rápida disseminação de uma doença sobre um grande número de pessoas em uma determinada população dentro de um curto período de tempo. A Organização Mundial da Saúde(OMS) considera epidemia se a cada 100 mil habitantes 300 tiverem a mesma doença no mesmo local.Essa ágil propagação é intensificada por problemáticas administrativas e governamentais,como a falta de saneamento básico e a ineficácia dos órgãos públicos de estabelecer medidas profiláticas para conter o avanço pandêmico.

Em 1563,um surto na Ilha de Itaparica ocasionou em um grande número de casos e óbitos,principalmente,entre os indígenas,condição que foi estimulada por ausência de aplicações no setor de saneamento básico, tendo como consequência a facilitação da contaminação dos recursos hídricos e alimentar,o que acarreta em um ampla disseminação de enfermidades pelo vasto território do país, visto que 48% de indivíduos não possui coleta de esgoto, conforme o Instituto Trata Brasil.Segundo o especialista em história da saúde coletiva brasileira André Mota,a ação dos governos frente às epidemias será sempre uma complexa relação política, social e de tecnologia médica e de saúde pública.

O descaso para a necessidade de dotar o sistema público de recursos imprescindíveis,tais como os órgãos de vigilância ambiental,epidemiológica e sanitária,que se ressentem da campanha enraizada de desvalorização do servidor público e do processo de precarização das estruturas de planejamento estratégico e tático-operacional,contribui para um aumento na lentidão,insuficiência na resposta civil e governamental e desleixo da autoridade,resultando em um número elevado de mortes evitáveis.

Em síntese,cabe aos Governo Federal,adjunto às suas secretarias,como responsável pela formação do orçamento da União,por meio de uma maior destinação de verbas,investir dinamicamente em órgãos públicos ambientais,epidemiológicos e sanitários e no sistema de saneamento básico brasileiro,para evitar a proliferação de doenças.