Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 15/05/2020
Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
O histórico de pandemias no Brasil surgiu com a vinda dos portugueses, tendo como a primeira epidemia relatada a varíola em 1563, afetando principalmente os indígenas por nunca terem tido contato com a doença e usarem pertences pessoais de europeus contaminados. No entanto, percebe-se que, mesmo após os avanços na saúde pública no Brasil, a imigração e a falta de consciência dos indivíduos funcionam como impulsionadoras da disseminação de pandemias.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o número de imigrantes no Brasil vem crescendo, como mostra o Relatório Anual do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), o país registrou, de 2010 a 2018, um total de 774,2 mil imigrantes e refugiados. Sendo assim, é criado o risco de crescimento de doenças como o sarampo e a COVID-19, pois muitas vezes não passam por exames ao entrarem no país.
Em segundo plano, evidencia-se a falta de consciência de muitos como também impulsionador dos obstáculos referentes às epidemias, já que frequentemente algumas pessoas ainda deixam água parada em suas propriedades o que favorece a proliferação de mosquitos, que como no caso da Dengue e do Zika vírus, são os principais transmissores.
Diante dos fatos citados anteriormente, faz-se necessário que sejam tomadas ações para resolver a dificuldade eminente sobre a saúde pública. Para que aja uma diminuição na disseminação de doenças, o Ministério da Saúde deve, por meio de verbas, garantir que hospitais próximos a fronteiras, façam exames em imigrantes. Ademais, o mesmo orgão se torna responsável por promover campanhas de conscientização, liberadas em horários nobres em canais abertos e em panfletos em postos de saúde, para assim, alcançar o maior número de pessoas possíveis.