Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 15/05/2020
Em decorrência do clima tropical evidente no Brasil, o qual é quente e úmido, há uma maior propensão ao desenvolvimento de algumas doenças, como é o caso da Febre Amarela, que é epidêmica na região Norte. Apesar do avanço do país frente a outras nações no quesito de um serviço de saúde pública, faltam instrumentos rigorosos para lidar com epidemias e outras mazelas do gênero, o que fragiliza a situação dos brasileiros que não possuem condições de possuirem planos de saúde pagos. Dessa forma, é possível destacar como causas dessa fragilidade a escassez de equipamentos e a falta de informação de uma parte da população.
Nesse âmbito, pesquisas realizadas pela revista Exame demonstram que, no século XIX, os brasileiros têm desacreditado na eficácia de vacinas e medicamentos, principalmente, por causa de “fake news”. Isso posto, tal fato contribui diretamente para o alastramento do contágio de viroses de difícil tratamento, como é o caso daquela comum na parte setentrional do país, causada pela picada de um mosquito. Portanto, é imprescindível haver uma campanha nacional que vise ao esclarecimento dos cidadãos quanto a necessidade da prevenção a partir das vacinas, com o fito de conscientizar a sociedade brasileira e, assim, preservar a saúde da população.
Sob esse viés, apesar de o Brasil ter criado, no fim do século XX, o Sistema Único de Saúde (SUS) para manter o direito à saúde ao povo, previsto na Constituição Federal de 1988, a falta da estrutura necessária nos centros dessa área acarreta grandes filas para atendimento e serviço insuficiente. Tendo em vista que muitos microrganismos são extremamente contagiosos, essa superlotação em ambientes hospitalares, junto a precária disponibilidade de instrumentos profissionais, pode corroborar o aumento do número de doentes. Desse modo, esse sistema precisa de uma transformação conjuntural, a fim de prover satisfatoriamente a todos o que a Carta Magna da nação assegura e evitar crises sanitárias.
Destarte, é impreterível que haja ações para solucionar tais empecilhos. Para isso, o Ministério da Saúde deve investir mais em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPA), por meio do fornecimento de novos equipamentos essenciais para o trabalho local, os quais sejam desde respiradores até materiais de primeiros socorros, para melhorar o atendimento de enfermeiros e diminuir o número de óbitos. Ademais, é dever da mídia - televisão e redes sociais - promoverem propagandas e campanhas de conscientização acerca da problemática, por meio de banners e vídeos que expliquem a importância da vacinação para o ser humano, com o objetivo de que o público modifique seu comportamento. Somente assim, esses desafios serão minimizados definitivamente.