Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 17/05/2020
A Revolução Francesa inovou a forma de pensar do mundo ao introduzir, na sociedade contemporânea, a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão. Nesse contexto, essa conquista foi responsável pela consolidação dos princípios de liberdade, de igualdade e de fraternidade. Entretanto, no Brasil, o despreparo na área da saúde impossibilita o acesso aos direitos adquiridos, na França, a uma parcela da sociedade, visto que é, cada vez mais, perceptível o colapso da saúde pública causado pelas doenças epidêmicas. Desse modo, caracterizam-se os principais empecilhos para o desenvolvimento social: a desatenção do Estado e a desinformação populacional.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o Sistema Único de Saúde (SUS) não se consolidou por completo em ambiente nacional, consequência de um tecido social marcado por descasos governamentais. De acordo com a Constituição Cidadã de 1988, é dever do Estado assegurar a todos os cidadãos o direito à saúde. Todavia, à medida que impasses constituem a realidade da saúde brasileira, como a superlotação do sistema, causado pela ausência de infraestruturas suficientes, não é possível amenizar os impactos das doenças de origem epidêmicas, como a dengue - o que dificulta a erradicação desse mal.
Outrossim, a informação social é um grande instrumento para o combate às epidemias, entretanto não há uma homogeneidade desse recurso, visto que grande grande parte da população desconhece as medidas preventivas das doenças. Segundo Immanuel Kant, “é no problema da educação que se assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. Com essa afirmação, o filósofo deixa clara a importância da construção do saber para o avanço social, pois, uma vez que a sociedade conhece as maneiras de prevenir as patologias, é possível consolidar uma população consciente e responsável.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Logo, urge que o Ministério da Szaúde intensifique a criação de estruturas especializadas, como hospitais e UPAs, estas direcionadas às áreas metropolitanas e às interioranas, por meio da disponibilização de verbas governamentais, com o objetivo de oferecer à população atendimento adequado e, consequentemente, maior qualidade de vida. Ademais, faz-se necessária também a intervenção do Ministério da Educação, este que, em pareceria com escolas e universidades, deve realizar palestras que informem a população a respeito do combate às epidemias, por intermédio do espaço ofertado pelas instituições supracitadas, contribuindo com o aumento do conhecimento social. Somente assim será possível consolidar um Brasil preparado para o enfretamento de patologias epidemiológicas.