Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 21/05/2020

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), epidemia corresponde à propagação de uma nova doença em um grande número de indivíduos, sem imunização adequada para tal, em uma região específica. Nesse sentido, apesar dos avanços na medicina que permitiram encontrar as causas e possíveis tratamentos para essas enfermidades disseminadas em larga escala, o Brasil ainda encontra dificuldade para lidar com as consequências das epidemias , visto que sobrecarregam a saúde pública , sendo necessário discutir sobre à falta de políticas de prevenção.

Convém analisar, inicialmente, que o SUS (Sistema Único de Saúde), criado em 1988 pela Constituição Federal Cidadã, determina ser dever do estado garantir o acesso à saúde a toda população brasileira. No entanto, como as epidemias ocorrem de maneira simultânea em uma mesma localidade, os hospitais podem correr o risco de ter a capacidade para atendimento sobrecarregada, uma vez que por se tratar de um surto coletivo de uma doença, a maioria dos postos de saúde não possuem infraestrutura como ,por exemplo, leitos insuficientes para tratar das vítimas. Exemplo disso, é o atual panorama do covid-19 que começou com uma epidemia, mas rapidamente alastrou e já foi responsável por mais de 18 mil mortes, o que tornou necessário disponibilizar de modo emergente novos locais de atendimento como es estádios de futebol.

É válido perceber, dessa maneira, em meados do século XX, surgiu o conceito de medicina preventiva que é uma especialidade focada em evitar o desenvolvimento de doenças, reduzir o impacto das enfermidades na saúde dos indivíduos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Entretanto, essa alternativa é negligenciada na sociedade, uma vez que as epidemias ainda são frequentes no país, como foi o caso do surto da dengue em 2013 e o zika vírus no ano de 2014. Sendo assim, boa parte dessas doenças podem ser evitadas por hábitos de higienização e saneamento básico, porém a falta de uma consciência voltada para prevenção, corrobora no aumento das epidemias.

Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para preparar a nação para lidar com as doenças disseminadas rapidamente de modo a evitar uma possível abrangência. Logo, cabe ao Governo investir na medicina preventiva e coloca-lá em prática por meio de ações socioeducativas nos bairros como palestras e teatros realizados por médicos, que encenem e retratem sobre os cuidados com a saúde a fim de evitar a proliferação de doenças e prevenir epidemias. Outrossim, é dever da mídia auxiliar na conscientização da população sobre as causas das doenças mais incidentes por intermédio de anúncios e propagandas que retratem sobre os sintomas, com o intuito de que o indivíduo procure ajuda e, assim, reduza a transmissão das enfermidades endemias.