Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 25/05/2020
Na contemporaneidade,cada vez mais se nota a precariedade do sistema de saúde pública do Brasil, principalmente,acerca da questão de epidemias no país.Isso se deve,sobretudo,ao financiamento reduzido para esse complexo e à falta de uma estrutura e de materiais para um atendimento adequado, além da má distribuição de médicos,contribuindo para a existência de um sistema desequilibrado e um déficit no bem estar do cidadão.Desse modo,consiste em um grande desafio estabelecer o direito à saúde de qualidade para a sociedade,sendo necessárias maiores ações dinâmicas por parte do Estado.
Nessa conjuntura, desde os primórdios da história brasileira epidemias estão presentes, com a chegada dos portugueses no país muitos deles trouxeram doenças, causando a morte de parte dos índios por exemplo. No contexto atual, desde 2015 o Brasil vive uma epidemia com casos de Dengue, Zika e Chikungunya,todas transmitidas pelo mosquito “aedes aegypti”, o qual apresenta boa reprodução no clima do Brasil,dificultando a sua erradicação. Sob esse viés,o déficit no sistema de saúde pública do país também contribui para o aumento das consequências de epidemias na população, uma vez que tal sistema é mal gerenciado em questão de disponibilidade de recursos e médicos. Com isso,segundo pesquisas recentes há uma grande concentração de médicos nas capitais brasileiras onde há mais oportunidades de emprego, enquanto regiões como o Nordeste e o Norte do país são menos favorecidas,demonstrando a insuficiência de recursos destinados de forma mais igualitária.
Nessa perspectiva, no início do ano de 2020 houve uma explosão no número de casos de uma nova doença chamada “Covid 19”, uma síndrome com sintomas de gripe e dificuldade respiratórias e devido ao rápido contágio tornou-se uma Pandemia. Nesse tocante, ficou evidente o despreparo da rede pública brasileira frente a essa questão de lidar com epidemias, já que diversos hospitais ficaram com 100% dos leitos ocupados, além da falta de equipamentos básicos como respiradores e máscaras para os profissionais de saúde. Além disso, segundo dados do CFM (Conjunto Federal de Medicina), deveriam ser destinados 10% do PIB nacional para a saúde, mas destina-se apenas 2,94%, atestando a má gestão dos recursos públicos e a necessidade uma maior preparação para casos como esses.
À luz dessas considerações,é indubitável a realização de melhorias no sistema de saúde pública brasileira frente à epidemias. Para isso,cabe ao Ministério Público,por meio de maiores investimentos dos gastos públicos,destinar mais capital para a saúde com a contratação de profissionais capacitados para a rede pública das regiões menos favorecidas,além de financiar a compra de materiais básicos para atendimento e melhorias na infraestrutura.Outrossim,cabe ao Ministério da saúde,por meio de fiscalizações e pesquisas,garantir o acesso de qualidade para toda a população brasileira.