Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 01/06/2020
O sistema de saúde pública no Brasil tem se revelado insuficiente na atualidade para lidar com as epidemias que assolam o País. Embora disponhamos de vacinas para algumas moléstias e de algumas políticas públicas de saneamento básico para evitar as doenças cujos vetores são mosquitos, ainda há muito a se fazer. Isto porque as vacinas não lograram imunizar contingente populacional suficiente para erradicar, por exemplo, o sarampo e a febre amarela; e os números divulgados pelo Ministério da Saúde indicam ainda muitos casos de dengue e chikungunha, infecções estas transmitidas por mosquito.
A vacinação tem encontrado óbice na falta de correta informação, e no movimento anti-vacina. Não são poucos os que são adeptos da tal “ideologia”, segundo a qual não caberia ao Estado impor aos cidadãos esse procedimento de saúde, há ainda aqueles que se recusam a tomar vacina contra a gripe, porque acreditam que podem ficar doentes. Além disso, há os “antivacinas” que invocam um estudo realizado em 1998, pelo médico inglês Andrew Wakefield que teria associado o aumento do número de crianças autistas com a aplicação da tríplice viral, que imuniza contra o sarampo, rubéola e caxumba.
Em relação às epidemias de doenças , cujos vetores são mosquitos, como dengue e chikungunha, é importante destacar a falta de saneamento básico, limpeza urbana, bem como a falta de educação da população no sentido de efetivamente colaborarem com o controle da proliferação do mosquito, não entulhando lixo, nem deixando água parada as cercanias de suas residências.
Para o enfrentamento de tais dificuldades, é fundamental que o Congresso Nacional edite lei no sentido de aplicar severas penalidades aos pais que não imunizem seus filhos, bem como de que carteira de vacinação se torne documento obrigatório a ser exigido, por exemplo, para matrícula e rematrícula de alunos em escolas, contrato de trabalho e inscrição em concursos públicos. E que a vigilância sanitária fiscalize a limpeza urbana.