Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 08/06/2020

A pandemia do Covid-19, também chamado de novo coronavírus, iniciado na China espalhou-se pelo mundo rapidamente de forma exponencial atingindo o Brasil no começo do ano. Esse cenário emerge uma importante discussão sobre as dificuldades que a saúde pública brasileira enfrenta no combate às epidemias que sempre são recorrentes no país, devido a negligencia com o sistema de saúde e ao desinteresse de parte da população em adotar as recomendações profiláticas. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de melhorias nas politicas públicas de saúde do país.

De início, deve-se pontuar que a Constituição Federal de 1988 garante que é dever do Estado prover as condições necessárias para que a população tenha acesso a saúde, todavia, o Poder Executivo não efetiva esse direito. Prova disso, o descuido com o Sistema Único de Saúde (SUS) compromete a qualidade de vida de seus usuários, uma vez que, a falta de materiais e equipamentos aquedados nas unidades de atenção básica causam uma superlotação nos hospitais, favorecendo a proliferação de doenças epidemiológicas. Além do mais, as condições de vulnerabilidade encontradas nos subúrbios e periferias agravam esse quadro, pois a falta ou precário saneamento básico e o difícil acesso a rede de saúde facilita a propagação de epidemias, como a dengue. Dessa forma, nota-se que existem falhas nas politicas de prevenção e medidas são necessárias para minimizar esse problema.

Por outro lado, a falta de interesse da população em adotar as medidas profiláticas está entre os obstáculos a ser vencido no combate as epidemias. Esse problema é observado desde 1904 quando o sanitarista Oswaldo Cruz obrigou a população a tomar a vacina contra a varíola. Esse desinteresse acontece pela falta de divulgação de informações claras e verídicas, além do descuido e imprudência de seguir corretamente as recomendações dos profissionais de saúde. Por isso, as epidemias têm uma progressão tão rápida e com um sistema de saúde ineficaz, há uma alteração nos indicadores sociais da população, como o aumento da mortalidade e diminuição da expectativa de vida.

Sendo assim, medidas precisam ser tomadas para controlar as incidências epidemiológicas. Para isso, o Ministério da Saúde em parceria com empresas privadas, devem combater a transmissão das doenças por meio de medidas socioeducativas como palestras e cursos gratuitos – sobre cuidados básicos com a saúde pessoal e da comunidade - a ser oferecido nas áreas carentes do país. Também, divulgar campanhas publicitarias de informação e alerta nos principais meios de comunicação, como televisão, rádio e redes sociais, para esclarecer a sociedade da importância de aderir às ações profiláticas. Em suma, dessa maneira conseguiremos melhorar a saúde pública e combater com as epidemias que ainda persistem no país.