Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 07/07/2020

Com o advento da colonização brasileira, diversas enfermidades - como a gripe e a varíola - foram trazidas pelos portugueses ao Brasil, dizimando populações inteiras de índios. Em decorrência disso, no Brasil hodierno, essas doenças ainda se fazem presentes, sendo responsáveis por milhares de mortes todos os anos. Essa realidade deve-se a falhas governamentais e educacionais que inviabilizam mudanças estruturais na sociedade e contribuem para o agravamento de problemas, como a desvalorização do Sistema Único de Saúde (SUS) - sistema de saúde público brasileiro - e a não contribuição de boa parte da população para evitar a propagação de doenças.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o SUS é tido como um dos melhores sistemas de saúde pública do mundo, sendo uma referência para vários países. No entanto, após se consolidar, foi gradativamente sendo esquecido pelo Governo, e, atualmente, sofre de problemas como falta de medicamentos, profissionais não qualificados e uma precária infraestrutura. Ademais, grande parte da população desvaloriza esse sistema, não tendo o conhecimento que este não se restringe a hospitais e que faz o seu uso, uma vez que ele é responsável pelas vigilâncias sanitárias e epidemiológicas, pelo controle das vacinas e, ainda, pelo saneamento básico em pequenos municípios.

Além disso, apesar das propagandas veiculadas em televisões e redes sociais sobre a importância dos atos preventivos (principalmente para doenças transmitidas por mosquitos, como dengue e zika), grande parcela da população - juntamente do Estado - insiste em continuar no erro. No caso das doenças citadas, uma simples forma de prevenção seria evitar lugares com água parada. Entretanto, ao andar nas ruas, é perceptível o uso de pneus como decoração e de canais sujos, aumentando os focos de acumulação de água e, consequentemente, o número de pessoas doentes. Ademais, recentemente foi descoberta uma nova linhagem do vírus da zika com potencial para uma epidemia, o que reforça que cuidados devem ser tomados visando sua prevenção.

Em virtude dos fatos mencionados, urge que o Estado desempenhe com eficiência sua função a fim de garantir o crescimento do país. Portanto, o Governo deve valorizar o SUS e ajudar a melhorar seu desempenho, enviando recursos - como equipamentos de qualidade e remédios - e fazendo seleções para receber profissionais aptos para o trabalho, para que dessa forma o programa tenha um melhor desempenho no combate a futuras epidemias. Ainda, segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Logo, as organizações educacionais devem ampliar o debate sobre o tema por meio de palestras e abordagens em salas de aula, visando a conscientização desde cedo dos jovens na tentativa de estes agirem corretamente em futuros casos de epidemia no país.