Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 08/06/2020

Sob o viés constitucional, a Magna Carta promulga a saúde como direito de todos os cidadãos e dever do estado realizar medidas socioeconômicas, visando à redução de doenças. No entanto, em relação ao combate às doenças epidemiológicas no século XXI, percebe-se uma falha na efetivação do que é garantido na Constituição. Logo, pode-se ressaltar que esse entrave é ocasionado pelas novas manifestações sociais e o estado precário do saneamento básico.

Em primeiro plano, atualmente, mobilizações sociais têm se alastrado por todo território nacional, conquistando direitos e garantindo o promulgado pela lei. Assim, conforme o jornal online “BBC News”, em 2013 surgiram os movimentos “antivacina”, que objetiva evitar a vacinação de recém nascidos contra doenças virais. Nesse viés, doenças erradicadas no século XX, voltam a aparecer no século atual, causando sérios problemas à sociedade brasileira, diminuindo a qualidade de vida.

Além disso, as precárias condições do saneamento básico e sua falta, corroboram ao problema de se combater epidemias, uma vez que os lugares estão mais aptos às erosões e enchentes, que são uma das principais causas do surgimento dessas enfermidades. Nesse contexto, segundo o site G1 notícias, o Brasil registrou 40 mil internações por falta de saneamento nos primeiros três meses de 2020. Dessa maneira, pela população ser desprovida desse sistema, a nação torna-se mais vulnerável a contrair doenças, causando persistência de epidemias.

Sendo assim, é necessário que as doenças epidémicas cessem no manto social. Portanto, o Governo, por intermédio dos Ministérios do Desenvolvimento Social e da Saúde, deve investir em palestras feitas por profissionais da área. Cabe também aos governantes, disponibilizarem capital para a manutenção do saneamento básico. Dessa forma, a sociedade poderá erradicar doenças contagiosas e assegurar o que foi descrito pelos Direitos Humanos.