Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 15/06/2020
O conceito de entropia da Física afirma que o universo, espontaneamente, tende à desordem. Por consequência, é necessário gastar energia para manter a ordem. Por analogia, entende-se que as epidemias são problemas que surgem causando a desordem. Por isso, é relevante a ação enérgica e conjunta do Estado e do povo, dado que ainda persistem desafios no combate às doenças, na medida em que se observa a ineficiência da saúde pública e a irresponsabilidade individual.
A princípio, o artigo 6° da Constituição determina a saúde como um direito social. Contudo, esse conceito se encontra deturpado, visto que o sistema de saúde público ainda é ineficiente na prevenção de doenças. Nesse sentido, isso se configura, principalmente, em locais pobres, onde o acesso ao saneamento básico é incipiente, logo, a população se torna suscetível às patologias vinculadas aos ambientes poluídos. Nessa conjuntura, é notório que o governo investe no combate às consequências das epidemias, todavia, esquecendo-se das causas, as quais, em muitos casos, estão vinculadas às condições de moradia. Dessa forma, é indubitável o investimento em medidas profiláticas, com o objetivo de reduzir os riscos de doenças.
Outrossim, o poeta chileno Pablo Neruda afirma que “o ser humano é livre para realizar as escolhas, mas é escravo das consequências”. De fato, a irresponsabilidade individual gera várias consequências negativas, haja vista que muitas doenças descortinam, por exemplo, de maus hábitos de higiene, tais como não lavar as mãos antes de comer. Sendo assim, um dos desafios no combate às epidemias está ligado à negligência das pessoas na deliberação de medidas preventivas. Desse modo, conclui-se que mudanças nas atitudes dos indivíduos são capazes de modificar o panorama hodierno.
Destarte, medidas são necessárias para impedir o processo de entropia influenciado pelas epidemias. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, a criação de uma campanha chamada “Prevenir é Necessário”, na qual serão realizadas metas mensais para a realização de obras de saneamento básico em regiões sem esse recurso, com o fito de atender ao artigo 6° no que concerne aos cuidados com a saúde pública. Além disso, é necessário o uso das redes sociais para a conscientização das pessoas sobre a responsabilidade que cada um detém na prevenção de doenças, incentivando, por meio de “hashtags”, hábitos de higiene como lavar as mãos antes da refeição, no intuito de demonstrar o papel de cada indivíduo no combate às patologias.