Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 16/06/2020

´´ Viver bem é mais importante do que viver ´´. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tanta importância de modo que ultrapassa a da própria existência. No entanto, essa não é uma realidade para os brasileiros que dependem do sistema público de saúde, encontrando nele, uma situação precária. Com isso, ao invés de agirem para aproximarem a realidade descrita por Platão da vivenciada pelo povo brasileiro, o poder público e as notícias falsas, corroboram com o avanço das epidemias no maior país latino-americano. É preciso, assim, analisar a problemática para que ela seja amenizada.

Em primeiro lugar, é preciso analisar o poder público como corroborador do problema. De acordo com a Constituição, é dever do Estado garantir a população o acesso a uma saúde pública de qualidade, prevenindo, com isso, o avanço descontrolado de doenças. No entanto, tal fato apresenta-se como uma enorme incoerência, já que, segundo o portal G1, cerca de 93% da população brasileira está insatisfeita com o SUS. Esse dado estatístico demonstra que esse serviço público encontra-se em uma situação precária, assim, o Brasil se torna o país ideal para um micro-organismo se propagar. Logo, é evidente que essa incoerência dificulta o combate a epidemias no maior país latino-americano.

Em segundo plano, é evidente que as notícias falsas impulsionam os problemas causados por uma epidemia. Para Sócrates, ´´ o homem, por natureza, desejará o conhecimento  ´´. De maneira análoga, é possível dizer que ,na sociedade atual, há diversos humanos buscando o saber. Porém, em um mundo cada vez mais conectado, o excesso de informações se tornou uma realidade e, com isso, a população ´´ bebe ´´ de fontes não confiáveis de notícias, o que transforma o conhecimento em opinião. Além disso, esse falso conhecimento é facilmente propagado e notícias falsas atingem um grande número de pessoas, o que torna o trabalho dos especialistas no assunto mais árduo. Assim, é evidente que os fatos citados contribuem para o avanço de epidemias.

É imprescindível, assim, que medidas sejam tomadas para que o problema seja amenizado. É preciso que o poder público, em parceria com o Ministério da Saúde, torne o SUS capacitado para enfrentar uma possível epidemia. Essa capacitação seria feita com a criação de novos leitos de tratamento intensivo, além de melhorarem os equipamentos dos médicos e enfermeiros, diminuindo ,com isso, as chances desses profissionais se contaminarem. Além disso, é preciso que esses órgãos criem sites interativos e cartazes em regiões interioranas para informarem a população da melhor maneira de se prevenir contra os mais comuns micro-organismos. Essas medidas têm como objetivo capacitar o Brasil e sua população a enfrentar de maneira equilibrada uma possível epidemia. Espera-se que, com isso, a realidade platônica deixe de ser utópica.