Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 01/07/2020

No artigo 196, da Constituição Federal de 1988, garante que todos os cidadãos tem direito a saúde, sendo  dever do Estado propor medidas para reduzir o risco de doenças. Contudo, ao analisar os desafios da saúde pública quando tange epidemias no Brasil, percebe-se que,na prática,  tal garantia não é válida. Nesse contexto, essa visão negativa pode ser significativamente minimizada, desde que o lixo seja despejado em locais corretos, junto a redução da demanda hospitalar.

A princípio, convém frisar que o acumulo do entulho em locais inapropriados é um fator predominante para a persistência da dengue. Nesse viés, segundo o filósofo  inglês Oscar Wilde, a insatisfação da população é o primeiro passo para o progresso de uma nação. No entanto, cabe aos indivíduos se manifestar quando houver locais favoráveis a proliferação do mosquito. Nessa perspectiva, o ministério da saúde aponta que 52,7% dos criadores de mosquitos são em entulhos.

Além disso, vale ressaltar que alta demanda dos serviços públicos auxilia na disseminação do agravante no país. Ademais, de acordo com o filósofo Rousseau na obra “Contrato Social”, é responsabilidade de   Estado viabilizar ações que garantem o bem-estar coletivo. Sob essa ótica, cabe pontuar que pandemias devem ser tratadas desde o seu surgimento, para que futuramente isso não traga danos mais sérios, como deixar a população cada vez mais doente a procura de serviços especializados. Dessa forma, é inaceitável que em pleno século XXI, isso ainda não seja colocado em prática.

Depreende-se, portanto, a relevância do combate á dengue no território brasileiro. Para isso, é necessário que o Estado, por meio de mais investimentos em ações preventivas no combate ao mosquito. Nesse sentido, o fito de tal ação é que a epidemia não se propague além do necessário, evitando assim o superlotação em hospitais públicos mais tarde. Sendo assim, esse problema pode será gradativamente erradicado, visando no bem-estar coletivo como dito por Rousseau.