Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 30/06/2020

No ano de 1904, ocorreu no Brasil o movimento denominado revolta da vacina. Boa parte do Rio de Janeiro sofria com doenças devido ao mau saneamento básico, com isso, o então diretor da saúde pública Oswaldo Cruz, a fim de minimizar a proliferação de surtos como varíola e sarampo, torna a vacinação obrigatória, desencadeando revoltas devido a falta de conhecimento dos cidadãos para com essa prevenção. Não obstante, em 2019 os movimentos anti-vacina ganharam força no Brasil, devido a falta de esclarecimentos e informações falsas para com a eficácia da vacina, o que originou a volta de doenças anteriormente erradicadas.

O grande desafio para a redução de doenças é a falta de referência da grande maioria que se restringe a conhecimentos da internet, que de acordo com o Doutor Peter Hotez, reitor da National School relata que a maior parte das informações na internet  relacionadas a eficiência das vacinas é falsa, o que acaba por reverter o processo alcançado no combate a doenças evitáveis por vacinação. O SUS (Sistema Único de Saúde) criado para garantir a saúde de toda a população brasileira, fica sobrecarregado quando ocorrem surtos de doenças que podem acarretar a superlotação do sistema.

Mesmo que o objetivo do SUS seja a garantia da saúde á população, o descaso do governo para com os indivíduos é evidente, visto que as filas em hospitais estão cada vez maiores, proporcionando riscos principalmente se houver doenças virais de fácil transmissão, pois além de procurar o hospital para o tratamento de uma doença a pessoa acaba por contrair outras dentro do próprio ambiente hospitalar. A crescente lotação também está relacionada a longa espera e desperdício de tempo na destinação de profissionais por paciente, desencadeando alto índice de mortes por falta de despreparo e agilidade.

Diante disso, é necessário que a população se informe e tenha uma base com relação as eficácias de pesquisas e projetos relacionados à vacinas e medicamentos preventivos. Esta troca de informações deve ocorrer entre profissionais da área de pesquisa médica para com os cidadãos através de palestras e debates com a finalidade de sanar dúvidas e questionamentos. Outro ponto a ser melhorado são as melhorias do saneamento básico destinadas pelo governo á população, atrelada a melhoria das redes hospitalares, com o aumento de leitos e profissionais qualificados e organização de salas especializadas para o grau de doenças transmissíveis logo após a triagem.