Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 21/06/2020
Concomitantemente ao final da Idade Média, houve a epidemia da Peste Bubônica, que foi principalmente motivada pela falta de higiene da população. No limiar do século XXI, esse contexto não é diferente, a saúde pública brasileira enfrenta entraves no que tange ao combate de doenças virais, logo, gerando um colapso no sistema de saúde. Dessa forma, pode-se elencar a negligência governamental e o descaso populacional como os fatores que solidificam o impasse.
Primeiramente, é indubitável ressaltar que a carência de investimento educacional fomenta os desafios na saúde pública. Esse panorama é explicado pelo filósofo Zygmunt Bauman em seu conceito de “Instituições Zumbis”, o qual algumas instituições não exercem sua função de forma eficiente. Nesse sentido, o Estado não cumpre com o dever de informar à corporação sobre os efeitos da ausência de salubridade como o agente agravador de epidemias, uma vez que, nas escolas, não educam sobre a higiene pessoal. Consequentemente, as crianças não aprenderão como lidar com futuras pandemias. Desse modo, é notório que, no Brasil, o direito à educação garantido pela Carta Magna não sai do papel.
Ademais, outro aspecto a salientar é que a ausência de contribuição da população estimula o agravamento da problemática. Esse contexto é esclarecido pelo sociólogo Émile Durkheim em seu pensamento sobre a “Solidariedade Orgânica”, no qual a comunidade, impulsionada pelo capitalismo, torna-se antipática. Nessa perspectiva, é evidente que os indivíduos não colaboram com a limpeza correta de seus lares, visto que o âmbito que estão inseridos não permite que tenham empatia para com os outros. Por conseguinte, o fator corrobora para a proliferação de viroses. Destarte, nota-se que isto contribui para a construção de um cenário desafiador para o corpo social.
Infere-se, portanto, que a dificuldade em combater as doenças virais é um mal para a saúde pública brasileira. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação implantar à grade curricular uma matéria sobre a educação sanitária, que devem ser ministradas, semanalmente, por professores de ciências da natureza, no intuito de conscientizar os jovens sobre a importância da higiene no combate às enfermidades. Além disso, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação deve produzir vídeos curtos e dinâmicos para serem exibidos em plataformas de streaming de vídeos, abordando as consequências da não higienização adequada, com o fito de atenuar esta prática. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente.