Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 30/06/2020
Dengue, Febre Amarela, Sarampo, Chikungunia, Zika Vírus e a partir de 2020, Covid-19. As epidemias fazem parte da historia da humanidade e somente elas, ou a guerra, são capazes de mudar estruturas sociais. Apenas dessa forma é que a sociedade adquire consciência sobre a necessidade de cobrar do Estado políticas públicas em prol do bem estar social.
O Brasil por si só, compreende uma zona de risco para o surgimento e desenvolvimento de epidemias, em função de características como clima, biodiversidade e desigualdade social. E atualmente, enquanto os holofotes do mundo estão voltados para o novo Coronavírus, é até complicado manter os esforços no combate a outras doenças, mas é ingenuidade não lembrar que há inúmeros patógenos em circulação. Entre eles alguns velhos conhecidos seguem ameaçando a saúde pública - Dengue, Febre Amarela, Sarampo. A falha na cobertura vacinal, a recusa de imunização e a ineficiente profilaxia, tornam inalcançável o controle de tais enfermidades.
As pandemias têm potencial para gerar mudanças sociais e políticas em todo o planeta. A exemplo disso, a Peste Bubônica, que fez com que a Europa voltasse seus olhos para a população carente durante a Idade Média; assim como a Gripe Espanhola que estimulou o desenvolvimento da saúde pública no mundo. A natureza também faz parte dessa questão, pois a interferência do homem estimula o contato entre as espécies e a consequente mutação gênica. E de acordo com a OMS, mais de 60% das doenças infecciosas do mundo são partilhadas entre humanos e animais, como por exemplo o HIV. E infelizmente, o que foi explorado não é capaz de gerar receita suficiente para cuidar de quem vai adoecer.
É necessário pensar em planos de contenção de doenças em âmbito regional, mas é importante evidenciar que elas não ficam restritas às suas respectivas origens. E dessa forma, é preciso agir estabelecendo medidas de quarentena, isolamento e distanciamento social; ao mesmo tempo em que se aplica cuidados referentes a higienização e sanitarização. Ainda assim, é preciso investir em pesquisas de profilaxia e de cura.