Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2020

Durante a idade média, a peste negra, doença altamente contagiosa, se espalhou por toda a Europa. A falta de conhecimento sobre a doença e a carência de saneamento básico nos burgos potencializou o contágio, levando até 200 milhões de pessoas a óbito, é considerada a maior pandemia da história. No Brasil, a saúde pública encontra desafios parecidos no combate a epidemias, pois não há preparo estrutural e científico necessário.

Nesse sentido, a alta demanda atrelada a escassez de unidades de saúde publicas disponíveis resulta em uma espera maior que o recomendado a aqueles que não podem financeiramente recorrer a rede privada, resultando em óbitos que poderiam ser evitados. Além disso, a estrutura hospitalar é ineficiente, desprovida de tecnologias de alto custo necessárias para determinados exames e tratamentos. De acordo com o Datafolha, 55% dos brasileiros consideram o atendimento do SUS péssimo, comprovando a ineficácia do sistema.

Logo, doenças contagiosas se propagam com facilidade pelo território brasileiro, principalmente em periferias, pois há um alto índice de moradores em poucos cômodos e a redes de esgoto é precária ou inexistentes. Além disso, uma pesquisa realizada pelo ministério da saúde, em 2015, revelou que 31,9% dos criadores do mosquito da dengue eram em residências, mostrando a necessidade da conscientização popular para o combate de pandemias.

Entretanto, medidas são necessárias para resolução do impasse. O Governo junto com o Ministério da saúde, deve realizar pesquisas que mostrem as regiões que potencializam a transmissão de doenças e conte-las, com obras de saneamento básico atrelado a campanhas midiáticas, que ensinem a população maneiras práticas de prevenção. Além do fortalecimento da rede pública, com maior direcionamento de impostos a modernização e ampliação de hospitais. Apenas assim, será possível combater epidemias no Brasil sem resultados semelhantes ao da peste.