Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 23/06/2020

A partir da Revolução Francesa, do século XIX, houve a criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos que possibilitou a divisão do Estado com o objetivo de organizar a sociedade tornando-a igualitária para todos os cidadãos. Entretanto, ao observar o cenário brasileiro contemporâneo, é notável a existência de entraves para o estabelecimento de tal equilíbrio social, já que a saúde pública enfrenta desafios, bem como a entrada de epidemias. Nesse sentido, faz-se necessário discutir a negligência estatal e a importância da sociedade civil no enfrentamento de tal situação.

De início, vale ressaltar a insuficiência do Estado atrelado aos seus poderes sociais: Executivo, Legislativo e Judiciário. Sobre isso, o filósofo Thomas Hobbes, dita que é dever desses mecanismos promover o bem-estar da população. Entretanto, a realidade na saúde pública brasileira corrompe essa visão, haja vista que os hospitais não possuem a estrutura adequada de acordo com o percentual de habitantes do país, o que comprova a irresponsabilidade social de suas funções: Legislativo - realizar projetos para o amplo acesso da saúde pública -, Executivo - aprovar os projetos -, e o Judiciário - fiscalizar a aplicação na área da saúde. Logo, é inaceitável o descaso com os hospitais públicos em detrimento governamental.

Ademais, a responsabilidade social contribui para além de amenizar os entraves na saúde pública, não apenas com o auxílio de relatos à esfera política, mas também na ajuda de lidar com epidemias no território nacional. Isso porque os surtos tendem a se proliferarem a partir do individualismo do tecido social, então, uma vez que esse público age coletivamente e não se adequando ao conceito de “anomia social”, pensado pelo sociólogo Émille Durkheim, o qual afirma que esse é o estágio em que os indivíduos não respeitam as leis estatais, as doenças transmissíveis, a exemplo da COVID-19, não se estenderia de forma global e, assim, tornariam-se fáceis de serem banalizadas. Dessa forma, é indiscutível a  importância da manifestação desse público na subtração de epidemias.

É evidente, portanto, que os desafios na saúde pública intensificam a inclusão de possíveis epidemias no Brasil. Sendo assim, é necessário que o Governo Federal - responsável pela organização citadina -reconstrua, por meio de verbas destinadas da Secretaria do Tesouro Nacional, os hospitais públicos com parcerias nas esferas estaduais e municipais, devido ao seu amplo alcance populacional, com o fito de atenuar a persistência do impasse no país. Adicionalmente, a população deve se manifestar mediante as redes sociais - Facebook, Instagram, Twitter - compartilhando tais ações a fim de alertar a sociedade acerca da importância  dos seguimentos profiláticos diante de surtos e epidemias. Feito isso, aquilo que foi criado para promover o bem-estar, será concretizado no poder Executivo, Legislativo e Judiciário.