Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/06/2020
Na HQ “The Last of Us”, tem-se uma realidade na qual o mundo foi tomado por uma pandemia do fungo Cordyceps. Logo, os hospitais despreparados para essa situação entram em colapso. Fora da ficção, a obra assemelha-se com a realidade brasileira com relação aos vírus transmitidos pelo mosquito Aedes Aegypti. Dessa maneira, lidar com epidemias no Brasil é um desafio, não só pelo aumento de casos devido aos novos criadouros do mosquito na chegada do verão, mas também, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não conseguir lidar com a demanda da população.
Antes de tudo, deve-se levar em consideração o aumento de casos de dengue, zyka e chikungunya. Segundo o G1, o Brasil teve uma alta de 488% nos casos de dengue no ano de 2019 em comparação com 2018. Tal acréscimo é geralmente relacionado a chegada do verão, devido as chuvas e o relaxamento das pessoas com os criadouros do mosquito.
Ademais, os Sistema Único de Saúde (SUS) apresenta uma desqualificação quanto ao atendimento de pacientes, isso ocorre por conta da superlotação dos leitos. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o número recomendado de leitos é de quatro a cada mil pessoas, no sistema do SUS, esse número é de 1,5. Tal inaptidão é causada pela má administração financeira do governo, levando ao elevado número de mortes dos pacientes.
Diante do exposto, é evidente que o relaxamento da população no verão cria um efeito em cadeia, causando o aumento no número de focos do mosquito, gerando epidemias de dengue, zyka e chikungunya em todo o país e levando a falta de vagas no SUS. Assim, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, devem elaborar campanhas conscientizadoras sobre o ciclo do Aedes Egypti nas escolas para evitar o aumento dos casos de doenças transmitidas por ele, por meio da ajuda de profissionais como biólogos e pesquisadores.Tais medidas visam fazer o Brasil se afastar da realidade apresentada em “The Last of US”.