Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 30/06/2020
A gripe espanhola de 1918 causada pelo vírus influenza dizimou a morte de cerca de 50 milhões de pessoas e foi considerada uma pandemia devido a sua disseminação por diversos países. No Brasil, é um desafio lidar na saúde pública lidar com surtos como estes e epidemias e sobre este tema é interessante dissertar sobre as condições do Sistema Único de Saúde (SUS) e a falta de saneamento básico e de informação na população.
Em reportagem exibida no Profissão Repórter foi mostrada a precariedade que os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrentam no dia-a-dia com a falta de recursos como medicamentos, vagas de internação, profissionais de saúde, principalmente especialistas. Portanto, se os hospitais públicos já apresentam estes problemas frequentemente, uma epidemia agravaria ainda mais a situação podendo levar a uma saturação dos recursos e consequentemente um colapso onde os médicos seriam obrigados a fazer a “escolha de Sofia”, ou seja, ser forçado a escolher entre duas opções igualmente insuportáveis, que neste caso seria vidas.
Ademais, o controle de epidemias podem ser afetadas pela falta de canais de comunicação eficientes, principalmente entre as classes baixa, um exemplo é a Revolta da vacina que aconteceu na República Velha devido a falta de informação e explicação as pessoas sobre a importância das mesmas, muitos não deixaram ser vacinados. E também a falta de saneamento básico e um planejamento urbano em muitas cidades, onde as pessoas vivem sobre grandes morros e cortiços, dividindo banheiros, grandes esgotos a céu aberto e isso aumenta a disseminação de doenças entre as populações mais carentes, uma epidemia agravaria a situação porque levaria essas populações a controles extras.
Enfim, segundo a constituição é dever do Estado mediante políticas econômicas e sociais garantir a saúde, sendo o SUS financiado pelos recursos da União, estados, Municípios e DF. Portanto o ministério da saúde deve oferecer aos estados e esses aos municípios recursos financeiros para que possam realizar politicas públicas mais eficientes, hospitais mais equipados, canais de comunicação mais eficazes para a população, promover parcerias com escola para vacinação. E os responsáveis pelas cidades devem aumentar o investimento em saneamento básico e em parceria com o governo federal projetos de urbanização que visem melhorar o ambiente de moradia das populações mais carentes. Com estas medidas é possível facilitar o controle de epidemias que venham aparecer.