Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 16/06/2020
Ao analisar a história da humanidade, identifica-se altas taxas de mortalidade nas populações, entre as principais causas destaca-se uma - epidemias. Entretanto, o avanço da medicina trouxe esperança na luta contra os inimigos invisíveis, antibióticos e vacinas elevaram a expectativa de vida daqueles que os usufruem. Porém, hoje, mesmo com os progressos na área epidemiológica, ainda enfrenta-se graves problemas sanitários, entre as raízes deles estão a desinformação da sociedade e má organização do Estado brasileiro em relação ao enfrentamento de epidemias.
Em primeiro plano, é válido destacar a importância da difusão de informações para a sociedade. Num cenário epidemiológico, é necessário que a população tenha conhecimento sobre o combate à proliferação de doenças, pois ela é fundamental no controle a epidemia, a falta de informação verdadeira abre caminho para inverdade, as “Fake news”. Por meio das redes sociais elas se alastram - até mais rápido que a própria doença- evento perigoso, pois pode levar a descrença em autoridades científicas, que agrava ainda mais a situação.
Em segundo lugar, é preciso debater sobre a negligência organizacional do Estado na prevenção desse mal. Segundo o físico Stephen Hawking a " inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança “. Ao relacionar o pensamento do físico britânico às medidas do governo brasileiro no enfrentamento a epidemias, não pode-se usar o adjetivo hawkiano aos governantes tupiniquins. Fato esse, deve-se por eles não adaptarem-se as mudanças trazidas por pandemias anteriores e não adotarem sistemas eficazes de prevenção o que permite que novas pestes surjam no país.
Fica evidente, portanto, que nem população, nem governo enfrentam epidemias da maneira mais efetiva, necessitando de mudanças. O Estado, por meio do Ministério da Saúde em cooperação com a mídia brasileira deve difundir informações claras, didáticas e objetivas para alertar o povo sobre os perigos e instruções como reportagens, matérias e vídeos educacionais, para que assim, a população aja em concordância com a ala científica no enfrentamento aos surtos patológicos. Há também, utilidade do poder executivo, via prefeitura, organizar grupos de agentes de saúde e da vigilância sanitária, para trabalharem juntos em ação à prevenir surtos de doenças em bairros e pequenos municípios.Quem sabe assim, torne-se possível alcançar uma sociedade com pequenos números de mortes por epidemias.